Entrevista

Jozailto Lima

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Lúcio Flávio: “Sou conservador, liberal e fechado com Bolsonaro”

26 de outubro de 2020
“Precisamos de um imediato choque de gestão na Prefeitura de Aracaju”

“Por não nos sentirmos representados, por não intencionarmos votar no menos pior e também por não apoiarmos o voto nulo ou abstenção, pusemos o nosso nome como uma opção diferente para Aracaju”.

É assim que o empresário Lúcio Flávio Miranda Rocha explica a candidatura dele à Prefeitura de Aracaju nestas eleições. Filiado ao Avante, a chapa dele, composta pelo candidato a vice-prefeito Davi Calazans, foi a última a ser apresentada à sociedade. 

Baiano de Cícero Dantas, Lúcio Flávio é um dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Estado e vem ganhando espaço político desde 2018, quando coordenou a campanha em prol do bolsonarismo por aqui.

Desde então, Lúcio Flávio Rocha tem conquistado espaço político, culminando com a candidatura a prefeito da capital - com o apelo bolsonarista, claro. 

“Eu fiz a campanha de Bolsonaro, estive na casa de Bolsonaro, recebi a comitiva oficial da campanha de Bolsonaro em Aracaju, sou amigo dos ministros de Bolsonaro, sou parceiro do maior cabo eleitoral dele, sou coordenador de um agrupamento que é base de apoio do presidente Bolsonaro”, gaba-se. 

“Há algum outro candidato com estas credenciais?”, questiona. Mas nem só de apelo presidencial se faz uma campanha, e ele também apresenta ideias para mudar Aracaju através de uma candidatura afetadamente de direita. 

“Primeiramente, um compromisso com a lisura com a coisa pública para acabarmos com o ciclo de má-gestão e corrupção que é marca dos governos de esquerda. Depois, um compromisso de que os serviços públicos municipais estejam a serviço do cidadão”, afirma Lúcio

E não é só isso. “Um compromisso genuíno com os valores conservadores, tão desrespeitados em gestões inimigas das questões morais, do civismo e da fé”, completa. 

Para além disso, e forma mais específica, ele diz que, em um possível mandato seu, o empresário terá um “gestor público que não demoniza e nem persegue o gerador de emprego”. 

“Mudaremos essa mentalidade de que o empresário é a galinha dos ovos de ouro a ser extorquida. A Prefeitura será parceira dos geradores de emprego. É isto que faz a economia de uma cidade girar”, avisa. 

O candidato afirma que é preciso um imediato choque de gestão na Prefeitura. “Como não devo a minha eleição a ninguém, não fizemos coligações e nem temos padrinhos políticos, teremos condição de indicar nomes técnicos para ocupação da nossa gestão, trazendo assim um maior compromisso com a eficiência”, explica. 

Com Ygor Sydharta e Dilermando Júnior, como Lúcio Flávio, coordenadores do Brasil 200
Empresário, o candidato propõe melhorias para os setores econômicos
QUESTÕES PRIORITÁRIAS EM TODAS AS ÁREAS
“Aracaju está carente em todas as áreas. Não há nada em que possamos nos orgulhar. Obras eleitoreiras apressadas sendo refeitas, saúde com a polícia federal investigando, índice de educação do Ideb vergonhoso a nível nacional, turismo abandonado”

JLPolítica – Como surgiu e se consolidou a sua candidatura a prefeito de Aracaju?
Lúcio Flávio – 
Surgiu quando nosso agrupamento procurou analisar o perfil de cada candidato que se apresentava para estas eleições e descobrimos que nenhum deles representava genuinamente os valores que acreditamos para o poder público. Por não nos sentirmos representados, por não intencionarmos votar no menos pior e também por não apoiarmos o voto nulo ou abstenção, pusemos o nosso nome como uma opção diferente para Aracaju. Fomos a última candidatura a ser apresentada à sociedade.

JLPolítica – O que, depois de alguns mandatos de partidos ligados à esquerda, uma administração de direita pode fazer por Aracaju?
Lúcio Flávio – 
Primeiramente, um compromisso com a lisura com a coisa pública para acabarmos com o ciclo de má-gestão e corrupção que é marca dos governos de esquerda. Depois, um compromisso de que os serviços públicos municipais estejam a serviço do cidadão aracajuano e não a serviço da manutenção do poder ou reeleição, como vemos hoje. Por fim, um compromisso genuíno com os valores conservadores, tão desrespeitados em gestões inimigas das questões morais, do civismo e da fé.

Lúcio é um dos apoiadores de Bolsonaro no Estado e foi às ruas defendê-lo
NECESSIDADE DE UM CHOQUE DE GESTÃO 
“Precisamos de um imediato choque de gestão na Prefeitura, com a lisura e responsabilidade necessárias para que as contas não entrem em colapso. Como não devo a minha eleição a ninguém, não fizemos coligações e nem temos padrinhos políticos, teremos condição de indicar nomes técnicos”

JLPolítica – O senhor vem do ramo empresarial. Quais as ideias para o segmento?
Lúcio Flávio – 
Em primeiro lugar, o empresário vai ter, pela primeira vez, um gestor público que não demoniza e nem persegue o gerador de emprego. Mudaremos essa mentalidade de que o empresário é a galinha dos ovos de ouro a ser extorquida. A Prefeitura será parceira dos geradores de emprego. É isto que faz a economia de uma cidade girar. Enquanto o atual prefeito comunista odeia empresários e tira emprego dos trabalhadores, como o que vimos nos decretos da pandemia, nós geraremos um ambiente de negócios em Aracaju que irá acolhê-los e potencializá-los, promovendo inclusive compensações pelo período em que tiveram as suas empresas arbitrariamente fechadas sem nenhum tipo de apoio do município. Ao invés de ajuda, os empresários tiveram polícia e Procon na porta.

JLPolítica – Em quais áreas o senhor acredita que Aracaju esteja mais carente de novas ideias e projetos?
Lúcio Flávio – 
Aracaju está carente em todas as áreas. Não há nada em que possamos nos orgulhar. Obras eleitoreiras apressadas sendo refeitas, saúde com a polícia federal investigando, índice de educação do Ideb vergonhoso a nível nacional, turismo abandonado, o que temos a elogiar nesta gestão do prefeito zabumbeiro? O prefeito que fechou comércios alegando aglomeração e faz campanha com um monte de assessores e comissionados aglomerados. Que proibiu músicos de se apresentarem mas estava tocando zambumba em seus atos eleitorais. O Prefeito que fechou igrejas e abriu motéis sob a alegação do distanciamento social. Que não abriu nenhuma UTI de Covid e nem adquiriu nenhum respirador para salvar as vidas dos aracajuanos, mesmo recebendo cerca de 170 milhões do Governo Federal. Ai de Sergipe, se não fosse Bolsonaro.

Ele tem feito uma campanha ativa, mesmo com poucos recursos
MEDIDAS DE RECUPERAÇÃO ECONÔMICA 
“Para retomarmos a economia precisamos rever as condições para se empreender em Aracaju. Faremos o CEM%, Complexo de Empreendedorismo Municipal para fomentar emprego e renda junto a pequenos empresários. Além disto, reduziremos a nossa alíquota de ISS”

JLPolítica – E o que pode ser feito, em sua opinião, para mudar esse cenário?
Lúcio Flávio – 
Precisamos de um imediato choque de gestão na Prefeitura, com a lisura e responsabilidade necessárias para que as contas não entrem em colapso. Como não devo a minha eleição a ninguém, não fizemos coligações e nem temos padrinhos políticos, teremos condição de indicar nomes técnicos para ocupação da nossa gestão, trazendo assim um maior compromisso com a eficiência. Por fim, há uma urgente necessidade de focarmos na geração de empregos que foram perdidos pela tresloucada condução do prefeito ao longo desta pandemia.

JLPolítica – Com a pandemia do novo coronavírus, a economia sofreu grandes impactos. Como o senhor teria agido estando na Prefeitura de Aracaju para minimizá-los?
Lúcio Flávio – 
Primeiramente, eu trataria de criar protocolos de segurança para a sociedade de acordo com a razoabilidade, ouvindo médicos, empresários e trabalhadores. Até a OMS, que é a instituição mais bipolar que eu conheço, já assume que o lockdonw é ineficaz. Essa historinha de “economia a gente vê depois”, o depois chegou e a fatura está sendo amarga. Uma coisa jamais poderia ter sido dissociada da outra. O prefeito fechou as lojas mas não explicou como estas pessoas iriam viver ou como os trabalhadores demitidos iriam encontrar novos empregos. Eu faria absolutamente tudo diferente, ouviria o sindicato dos médicos, adotaria o tratamento precoce e não fecharia as empresas por tanto tempo. Faria com elas um pacto de protocolo de segurança para que os aracajuanos ficassem seguros, vivos e com a seu sustento garantido.

Em campanha, Lúcio critica sistema político e propõe inovação
ALTERNÂNCIA DE PODER É MUITO IMPORTANTE
“Política não deveria nem ser profissão ou meio de vida. Contudo, independentemente disto, penso que não há nada mais importante para a democracia do que a alternância de poder ou liberdade de escolha. Chegou o tempo de uma mudança”

JLPolítica – E, se for eleito, o que pretende fazer para recuperar os índices econômicos da capital?
Lúcio Flávio – 
Creio que boa parte desta pergunta já foi respondida nas questões anteriores. Mas para retomarmos a economia precisamos rever as condições para se empreender em Aracaju. Faremos o CEM%, Complexo de Empreendedorismo Municipal para fomentar emprego e renda junto a pequenos empresários. Além disto, reduziremos a nossa alíquota de ISS, que hoje está no teto, além de modificarmos o regime cruel de tributação dos estabelecimentos de ensino, que hoje pagam impostos sobre o que não recebem. Vamos também revogar o aumento do IPTU ou cancelar novos aumentos ao longo de nossa gestão. Revogaremos a taxa de fachada e traremos compensações para os empresários que tiveram prejuízos ao longo da pandemia. Por fim, teremos um foco bastante especial no turismo, que é geradora de empregos e na segurança, valorizando a guarda municipal. Isto formará um ambiente propício para a retomada do crescimento econômico da capital.

JLPolítica – Como o senhor pretende formar sua equipe de governo? Já há alguém em mente?
Lúcio Flávio – 
Como não temos nossa cabeça à prêmio com ninguém, pois não fizemos coligação e nem temos padrinhos políticos, ninguém baterá na nossa porta para cobrar cargos. Estamos numa chapa puro sangue e não estamos contando sequer com recursos do partido. Rejeitamos o fundão eleitoral que, apesar de ser lícito, é imoral, especialmente em tempos de pandemia. Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.  Desta forma nossas indicações serão puramente técnicas. Já temos muitos nomes em mente sim, que serão revelados no momento oportuno.

Com o presidente Bolsonaro e o ex-senador Magno Malta, duas referências políticas dele
O REAL REPRESENTANTE DE BOLSONARO
“O presidente Bolsonaro tem representante de verdade nestas eleições de Aracaju. E a sua representação se confirma em Lúcio Flávio e em meu vice, Davi Calazans, que veio diretamente do time do presidente, atuando no Ministério da Damares, sergipana de coração”

JLPolítica – O senhor representa um novo movimento político, através do qual, pessoas de outras áreas de atuação se voltam para a política a fim de imprimir novas ideias. Qual a importância disso?
Lúcio Flávio – 
Primeiramente que política não deveria nem ser profissão ou meio de vida. Contudo, independente disto, penso que não há nada mais importante para a democracia do que a alternância de poder ou liberdade de escolha. Vivemos em um estado em que os velhos caciques políticos sempre foram políticos carreiristas de Centro ou de Esquerda. Chegou o tempo de uma mudança, mas não de seis por meia dúzia. Aracaju precisa experimentar uma mudança de verdade, e não aquelas maquiadas por campanhas eleitorais milionárias. Sou o que chamam de outsider, um empresário com todo tipo de experiência em gestão, das mais bem sucedidas às mais duras e difíceis. E meu vice é um especialista em gestão pública. Precisamos levar Aracaju ao patamar que ela merece, através de um choque de gestão.

JLPolítica – Como o senhor avalia as suas próprias chances de vencer a eleição?
Lúcio Flávio – 
Nós refletimos genuinamente as mesmas ideias do Governo Jair Bolsonaro. Ele é um presidente em franca ascensão de popularidade. Hoje eu e o meu candidato a vice-prefeito Davi Calazans representamos o que a população aracajuana, majoritariamente conservadora e cristã, anseiam. Apesar do sistema e de uma parte da imprensa “encomendada” quererem me esconder, eu e Davi representamos a maioria silenciosa que vai dar um baita susto a muita gente nas urnas. O presidente Bolsonaro tem representante de verdade nestas eleições de Aracaju. E a sua representação se confirma em Lúcio Flávio e em meu candidato a vice, Davi Calazans, que veio diretamente do time do presidente, atuando no Ministério da Damares, sergipana de coração. Nossa onda está em franco crescimento, apesar do beicinho de alguns.

Acompanhado da ministra Damares, de Gabriel Kanner, presidente do Brasil200, e de Rosinha da Adefal, secretária Nacional do Ministério Direitos Humanos
MAS A MINISTRA DAMARES AGREGA?
“Obviamente para quem tem o mínimo apreço aos valores morais, para as pessoas de bem, é claro e nítido que ser apoiado pela ministra Damares é uma honra de altíssimo quilate. Eu comungo com os valores da Damares e a tenho em alta conta”

JLPolítica – O senhor tem dito que provará que é possível eleger um prefeito sem muitos recursos. Como tem sido a sua campanha nesse sentido?
Lúcio Flávio – 
Difícil, improvável, mas possível. Irão se surpreender. Vão até dizer: “Não acredito. Só pode ter sido Deus”. E vai ser assim mesmo. Com Ele acima de tudo e de todos. Quem decide eleição não é mais a mídia oficial ou o poder econômico. Depois que o povo tomou as ruas, tomou também o rumo do seu futuro. Todo poder emana do povo, e o voto consciente é o princípio de tudo isto.

JLPolítica – Uma das bandeiras da sua campanha, aliás, é o combate às alianças sujas da política. Tem sido viável concorrer à Prefeitura sem tantos aliados?
Lúcio Flávio – 
Eu sou a prova viva disto. Vejam os partidos que se coligaram. Descubram os motivos destas coligações. Chovem matérias e denúncias sobre isto. A população acredita que as coligações acontecem quando um partido escolhe a melhor opção para o futuro de Aracaju. Um dia eu também acreditei nisto. Ledo engano. A escolha é feita por interesses muito particulares e nada republicanos. Venceremos e provaremos que, por mais que os políticos tradicionais tentem dizer o contrário, quem tem o poder é o povo. E isto virá como uma onda.

Ao lado da esposa, Valéria, formou sua família em Aracaju
DERROTA DE BOLSONARO EM SERGIPE
“Haddad só venceu no segundo turno por causa de votos indiretos, que não eram dele, mas vindos dos eleitores do Ciro. Hoje, a popularidade do presidente aumentou muito em relação ao período eleitoral e a oposição precisa aprender a aceitar isto”

JLPolítica – Por que o senhor não foi a opção do deputado Laércio Oliveira, a quem o senhor segue politicamente?
Lúcio Flávio – 
Não entendi a pergunta. Este questionamento deve ser feito a ele. Eu não respondo pelo deputado Laércio. Conheço-o e mantenho uma relação muito respeitosa com ele. Seu mandato parlamentar coaduna com algumas bandeiras que acredito e defendo. Mas Laércio escolheu estar com Edvaldo, que é o meu adversário e, ao meu ver, é a pior opção para Aracaju neste momento. É um direito dele. Mas neste caso, estamos em lados opostos e divergentes na esfera municipal. Ou seja: eu e Laércio estamos em times rivais. Portanto, é importante corrigir, porque eu sigo politicamente a apenas a um único nome: Jair Bolsonaro. Me dou como satisfeito.

JLPolítica – Quem é o verdadeiro representante de Bolsonaro entre os candidatos que se definem de direita na sucessão de Aracaju?
Lúcio Flávio – 
Eu fiz a campanha de Bolsonaro, estive na casa de Bolsonaro, recebi a comitiva oficial da campanha de Bolsonaro em Aracaju, sou amigo dos ministros de Bolsonaro, sou parceiro do maior cabo eleitoral dele, sou coordenador de um agrupamento que é base de apoio do presidente Bolsonaro, os movimentos nacionais de apoio a Bolsonaro apontam meu nome como candidato oficial, meu candidato a vice é do time de Bolsonaro. Há algum outro candidato com estas credenciais? Após as declarações públicas do Magno Malta e da Damares, resta ainda alguma dúvida? Para um bom entendedor, acho que está plenamente respondido.

Defensor de Bolsonaro, ele diz que tem os mesmos ideais que o presidente
SE ENQUADRA NA DIREITA OU NA EXTREMA DIREITA?
“Acho horrível esta pecha de querer imputar o rótulo de extremista. Na área de comunicação, isto não é uma ferramenta muito honesta. Sou intenso em minhas convicções, e isto é ser autêntico, verdadeiro, genuíno e não extremista”

JLPolítica – O senhor acha que mais ajuda que atrapalha receber o apoio de uma figura como a ministra Damares? Traduza-se figura como alguém acertadamente de direita. 
Lúcio Flávio –
Obviamente, para quem tem o mínimo apreço aos valores morais, para as pessoas de bem, é claro e nítido que ser apoiado pela ministra Damares é uma honra de altíssimo quilate. Eu comungo com os valores da Damares e a tenho em alta conta. Conheça-a antes de ser ministra de Estado e acho que qualquer tipo de desrespeito ao seu nome e ao seu trabalho não passam de puro preconceito raso.

JLPolítica – O fato de Bolsonaro ter perdido em 2018 por mais de 16 mil votos em Aracaju no segundo turno não inibe o seu entusiasmo por ele agora?
Lúcio Flávio –
A vitória no primeiro turno, por cerca de 35 mil votos de frente, com votos diretos ao candidato já apontavam a força do Bolsonaro. O Haddad só venceu no segundo turno por causa de votos indiretos, que não eram dele, mas vindos dos eleitores do Ciro. Hoje, a popularidade do presidente aumentou muito em relação ao período eleitoral e a oposição precisa aprender a aceitar isto. A entender e aceitar a vontade do povo. Não adianta tentar mudar a realidade.

Lúcio Flávio acredita que a sua chapa pode surpreender a população e a classe política
CONFLITO ENTRE CPFs ou CNPJs?
“Essa conversinha de que “a economia a gente vê depois” já se provou estéril. Vidas e economia não são assuntos excludentes ou conflitantes. Nunca foram. Só na mente de extremistas esquerdistas que parecem odiar o trabalho”

JLPolítica – Se Bolsonaro tivesse de vir à cena eleitoral de Aracaju o faria pelo senhor, por Danielle, por Rodrigo ou Paulo Márcio?
Lúcio Flávio – 
Bolsonaro não tem dono. Sergipe participou ativamente de sua campanha e hoje ele é uma pessoa muito querida por aqui. Não foi à toa que a capital parou para recebê-lo em sua última visita para inauguração da termoelétrica. Por isto todo mundo está tão curioso acerca do apoio dele. O medo da esquerda é grande e faz todo sentido. Dentre todos os candidatos a prefeito, o único candidato genuinamente alinhado com o presidente, desde sempre, e não por conveniência, sou eu. Não há muita dúvida sobre isto. Rodrigo Valadares nunca foi de direita. A ideologia dele é a da conveniência. Do que for mais fácil para chegar ao poder. É o que chamamos de fisiológico. Mas a mentira tem pernas curtas. Ela não vai muito longe. Não chega até a urna.

JLPolítica – O senhor se considera de extrema-direita, de direita ou de centro-direita?
Lúcio Flávio – 
Acho horrível esta pecha de querer imputar o rótulo de extremista. Na área de comunicação, isto não é uma ferramenta muito honesta. Sou intenso em minhas convicções, e isto é ser autêntico, verdadeiro, genuíno e não extremista. Mas minha posição ideológica é de direita. Sou conservador e liberal, e fechado com Bolsonaro.

Lúcio Flávio Miranda Rocha defende questões morais, de civismo e da fé
SENTE-SE UM ARACAJUANO DE CORAÇÃO 
“Moro aqui por opção. Escolhi Aracaju para viver e constituir uma linda família ao lado de uma aracajuana da gema. Meus filhos aqui nasceram e não me vejo vivendo em nenhum outro lugar”

JLPolítica – O que o senhor diria para os que sentem uma perigosa proximidade entre as suas ideias e o fascismo, o integralismo se Plínio Salgado?
Lúcio Flávio – 
Me recuso a responder uma pergunta tão tendenciosa e parcial, com tamanha carga ideológica. Acho que isto não combina com a imparcialidade que a boa imprensa precisa ter. Quando alguém tenta forçosamente me ligar ao rótulo fascista, prova-me que a pergunta é meramente retórica. Peço desculpas, mas passemos para as próximas perguntas.

JLPolítica – Por que o senhor defende tanto o CNPJ em detrimento do CPF? O que lhe é a vida, enfim?
Lúcio Flávio – 
Esta pergunta é mais uma narrativa ideologicamente carregada e enviesada e lamento por perguntas como estas num portal de tamanha reputação. A afirmação é tão descabida que até a OMS, uma entidade bipolar que troca de opinião por conveniência, já tratou de desmistificar este conceito, condenando lockdonw. Essa conversinha de que “a economia a gente vê depois” já se provou estéril. Vidas e economia não são assuntos excludentes ou conflitantes. Nunca foram. Só na mente de extremistas esquerdistas que parecem odiar o trabalho. Vida é exatamente aquilo que o CNPJ sustenta, seja através do ganha-pão, popularmente conhecido por salários, seja através dos serviços públicos, bancados através do que conhecemos pela palavra imposto. Foi por causa disto que processei o prefeito Edvaldo Nogueira pelo fechamento arbitrário de comércios e igrejas.

JLPolítica – O que o senhor sabia de Aracaju e suas potencialidades quando era um menino de Cícero Dantas?
Lúcio Flávio – 
Eu fiquei na minha terra natal, Cícero Dantas, apenas até os cinco anos de idade. Não há numa pequena criança de cinco anos de idade nenhuma noção sobre potencialidades de cidade alguma. Se esperavam isto de mim, lamento decepcioná-los. S
e a intenção foi colar-me a pecha de estrangeiro, afirmo que sou um aracajuano de coração, que moro aqui por opção, que escolheu Aracaju para viver e constituir uma linda família ao lado de uma aracajuana da gema. Meus filhos aqui nasceram e não me vejo vivendo em nenhum outro lugar. Eu não vi este mesmo tipo de insinuação bairrista sobre o alagoano zabumbeiro, de nome Edvaldo Nogueira, quando o portal tentava insinuar em manchetes garrafais que o atual prefeito venceria em primeiro turno (Nota da Redação – O xenofobismo de Lúcio Flávio é tão afetado e agressivo que ele nem considera que o cidadão Edvaldo Nogueira, “o alagoano e zabumbeiro”, não teve ainda, como ele, a oportunidade de ser entrevistado pelo Portal JLPolítica nesta série de Entrevistas – mas o será, para a tristeza do jovem reacionário do Avante).