
Marcos Oliveira: “Valmir de Francisquinho virou um clamor das ruas”
“Valmir é uma impressionante ideia que o povo sergipano abraçou”
25/4/2026-14hUm dos nomes mais bem preparados intelectualmente no entorno do pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho, e de bem com ele depois de alguns breves arranhões, o advogado e deputado estadual Marcos Oliveira, Republicanos, pediu licença sem remuneração do mandato por 120 dias para ajudar o amigo a botar a campanha de pé, chegar de fato ao Governo de Sergipe em outubro e mudar os rumos do Estado a partir de 2027.
Bravata de correligionário ou não, Marcos Oliveira está muitíssimo seguro e certo de que tudo isso é possível e que vai acontecer. Para ele, agora seria só uma questão de calendário e de tempo. Esperar as convenções e a eleição acontecerem. “Valmir de Francisquinho virou um clamor das ruas”, diagnostica Marcos.
“E com este gesto da desincompatibilização dele, Valmir está dando uma opção ao sergipano e dizendo o seguinte: “Eu não me rendo, eu estou aqui me sacrificando, renunciando ao um mandato de uma Prefeitura importante, para dar a opção para o sergipano escolher quem tem base e que tem calor de povo, quem tem cheiro de gente, quem anda na rua, quem está ali no dia a dia da política do Estado””, reforça Marcos Olivera.
“Valmir é uma impressionante ideia que o povo sergipano abraçou. Muito se falou sobre tensão no momento da renúncia, mas se ela houve é por causa da responsabilidade, da importância que Itabaiana tem para a gente. Itabaiana, e Valmir principalmente, foi quem nos projetou para todo o Estado de Sergipe. Então não é uma decisão fácil para ele e nem para nenhum outro prefeito que aja sob responsabilidade. Ademais, hoje a pressão para o Valmir disputar o governo não é mais uma decisão única e exclusivamente dele. É de um grupo e é, sobretudo, do povo em geral”, reitera.
Nesta Entrevista Domingueira, Marcos Oliveira chama a atenção para o fato de ser Valmir genuinamente um homem do interior, sem nenhuma participação em cargos ou mandatos eletivos na capital, a partir em busca do Governo do Estado como um representante legítimo de 75% da população sergipana, que é interiorana.
“Um fato histórico precisa ser levado a sério: tirando Arnaldo Rollemberg Garcez, de Itaporanga d’Ajuda, que governou Sergipe entre 1951 e 1955, quem mais vem direto do interior? Os diversos governadores sergipanos nascidos em Simão Dias - como Celso de Carvalho, Marcelo Déda, Antônio Carlos Valadares e Belivaldo Chagas - eram todos homens de Aracaju. O sergipano que vive no interior e o sergipano do interior que vive em Aracaju estão de olho nisso”, alerta o deputado.
Marcos Vinícius Lima de Oliveira nasceu em 11 de janeiro de 1990, na Maternidade São José, em Itabaiana, sendo filho de João de Oliveira e de Bernadette Lima de Oliveira - uma gente do famoso povoado e Matapuã.
Ele é casado com a farmacêutica Amanda Rezende Lima e é pai de José Arthur Rezende Lima de Oliveira, 9 anos, e de José Heitor Rezende Lima de Oliveira, de 6.
Marcos fez Direito pela Universidade Federal de Sergipe, com formatura em abril de 2015, e pós-graduou-se em Direito Previdenciário. Toca, paralelamente às suas atividade políticas, um escritório de advocacia com associados.


Antes de se eleger deputado estadual em 2022, conquistou dois mandatos de vereador de Itabaiana - em 2016 e em 2020. Estava, inclusive, presidente do Poder Legislativo Municipal daquela cidade quando se elegeu para a Alese. Apesar da sua inclinação à direita, ele tem um bom olhar para a política.
“O nosso principal grupo é o povo. Até penso que quando tem muito político num canto, num projeto, dificilmente isso é bom para o povo. É fato que os políticos todos estão com Fábio Mitidieri - a grande maioria, pelo menos. Então, a gente é quem tem condição”, diz ele.
A Entrevista com Marcos Oliveira está boa de ser lida.
RESPEITO AOS PRESIDENCIÁVEIS, SEM ORFANDADE
“Não nos consideramos órfãos de ninguém, pelo contrário. Eu acho que a gente precisa respeitar os candidatos à Presidência da República do Brasil e vamos trabalhar com quem ganhar para o bem de Sergipe. Isso é óbvio”
JLPolítica & Negócio - Por que o senhor pediu licença de 120 dias do mandato de deputado estadual?
Marcos Oliveira - Olha, eu pedi licença porque preciso de espaço de ordem pessoal e não quero passar por essa situação que está ocorrendo na Câmara de Vereadores Aracaju, na própria Assembleia, onde há muitas faltas de presenças que precisam ser cumpridas. Na Alese, eu fiz até agora um mandato de muita presença na tribuna, de muita presença nas comissões, e com o advento das pré-candidaturas do nosso grupo político ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e à própria Alese, eu me licencio para poder ajudar na construção dessa pré-campanha e não estar faltando na Assembleia. Então eu pedi uma licença sem remuneração.JLPolítica & Negócio - Ela foi por quantos dias, deputado?
MO - Ela foi por 120 dias. Repito: uma licença sem remuneração.JLPolítica & Negócio - Ela cobre até o período da eleição?
MO - Não. Ela deve cobrir até o período das convenções, mais ou menos.JLPolítica & Negócio - O senhor se acharia mais útil no plenário ou nos bastidores com Valmir?
MO - Há utilidade nos dois espaços, mas havia essa necessidade de organização e eu tive que fazer essa opção que não é fácil, obviamente, mas fiz isso para não estar gerando prejuízo, principalmente para a Assembleia.

VAI SER FATURADO O QUE DE BOM FÁBIO DEIXAR
“Claro que faturaremos. Não somos fundamentalistas. Não tem lacração com a gente. Pelo contrário. A gente precisa entender, depois da transição, tudo aquilo que ficou dentro das estruturas. Vai ser mantido, sim, o que tiver de bom. Está aí o Hospital do Câncer, inaugurado depois de muitas lutas. Estamos de olho da nova realidade de petróleo e gás de Sergipe, que não é de mentira e a Valmir muito interessa”
JLPolítica & Negócio - Quanto por cento dessa decisão sua foi pactuada com o Valmir?
MO - É uma decisão pessoal minha e não teve nenhum tipo de pedido de Valmir nesse sentido. Foi uma decisão pessoal para poder colaborar mais ainda com o grupo. Mas todo o meu gesto visa potencializar as chances de ele chegar ao Governo do Estado em outubro - e Valmir vai chegar não meramente por essa minha atitude. Vai chegar porque os sergipanos o querem com muita força. É algo impressionante.JLPolítica & Negócio - Mas quanto por cento essa sua decisão está focada na possibilidade de estar mais ativo na campanha de Valmir?
MO - Ah, aí de para mais de uns 80%. Porque, em verdade, todo este meu gesto visa potencializar as chances de ele chegar ao Governo do Estado em outubro - e Valmir vai chegar, não meramente por essa minha atitude. Vai chegar porque os sergipanos o querem com muita força. É algo impressionante.JLPolítica & Negócio - Então o senhor defende que Valmir fez a atitude correta de desincompatibilizar-se da condição de prefeito de Itabaiana e disputar o Governo do Estado?
MO - Valmir, como acabei de dizer, é uma impressionante ideia que o povo sergipano abraçou. Muito se falou sobre tensão no momento da renúncia, mas se ela houve é por causa da responsabilidade, da importância que Itabaiana tem para a gente. Itabaiana, e Valmir principalmente, foi quem nos projetou para todo o Estado de Sergipe. Então não é uma decisão fácil para ele e nem para nenhum outro prefeito que aja sob responsabilidade. Ademais, hoje a pressão para o Valmir disputar o governo não é mais uma decisão única e exclusivamente dele. É de um grupo e é, sobretudo, do povo em geral. É uma pressão das pessoas que, nos quatro cantos do Estado, pedem por isso. Então Valmir de Francisquinho virou um clamor das ruas. E com este gesto da desincompatibilização dele, Valmir está dando uma opção ao sergipano e dizendo o seguinte: “Eu não me rendo, eu estou aqui me sacrificando, renunciando ao um mandato de uma Prefeitura importante, para dar a opção para o sergipano escolher quem tem base e que tem calor de povo, quem tem cheiro de gente, quem anda na rua, quem está ali no dia a dia da política do Estado”. O que eu quero dizer é que Valmir é uma liderança popular do quilate de João Alves, de Marcelo Déda, e não tenho dúvida nenhuma de que se sacrificou e que colocou o seu projeto a serviço do Estado, e isso do ponto de vista pessoal, não é algo fácil. Ele abriu mão de um conforto de prefeito em nome de dar a opção ao povo sergipano de fazer uma escolha justa.

“VALMIR VAI FAZER UM GOVERNO PÉ NO CHÃO....”
“Pé na estrada, presente nos povoados, nas cidades. Fábio visitou mais os Estados Unidos do que a grande maioria dos municípios sergipanos. O Valmir vai ser o contrário. Vai estar fiscalizando a obra in loco. O Estado Sergipe não vai se arrepender da quantidade de obras e da grande transformação que vai ter aqui no Estado a partir de 2027”
JLPolítica & Negócio - E olhando a olho nu, o senhor acha que essa opção dele vai ser recompensada? Ou seja, ele pode vir a ser eleito ou ele corre perigo?
MO - Sem dúvida nenhuma, Valmir vai ser eleito. O povo sergipano está fazendo uma leitura muito tranquila e muito silenciosa pela questão das estruturas de poder que agem a todo custo. Tem muita gente aí calada diante das perseguições, mas o teste de popularidade que Valmir propõe é o de sair na rua. Outros políticos que falam em pesquisa, estou com 40%, estou com 50%, estou com 30%, não se submetem a este teste de popularidade. Se eu sou um candidato a governador que tenho 40% nas pesquisas, e eu não tenho condição de sair numa rua sozinho, eu acho que isso aí está demonstrado o porquê ter muita gente calada ainda. Então Valmir vai ser sufragado, vai ser como se fosse aclamação nas urnas, porque pela história dele e pelos movimentos que ele fez de coerência política, as pessoas estavam esperando por esse momento de tirar dúvidas, de dizer o seguinte: “Você está dizendo que é bom gestor, você está dizendo que é bom político, eu vou lhe dar essa oportunidade aqui para você provar para o Estado como você provou para Itabaiana”. Simples assim.JLPolítica & Negócio - O que é que o sergipano diria de Valmir se ele chegasse ao final daqueles 30 dias de licença e permanecesse prefeito?
MO - O sergipano poderia até entender isso como um movimento pessoal de permanecer numa prefeitura importante como é a de Itabaiana, mas ao mesmo o sergipano ficaria órfão. Ele ficaria muito triste de não ter a condição de ter uma candidatura forte, competitiva, para enfrentar um sistema completo. Então, a gente brinca aqui - não sei se você vai publicar - é meio que uma doideira, muita coragem nossa, sozinhos, novamente, contra tudo e contra todos, colocando a cabeça na guilhotina, mas fazemos isso de cabeça erguida.JLPolítica & Negócio - A maioria dos sergipanos, que é interiorana - cerca de 75% - teria motivos para jactar-se de um governador vindo diretamente do interior com Valmir? Ou isso não conta, Marcos?
MO - Isso conta e conta muito. Porque Valmir conhece, Valmir vem do chão de feira. Como a gente diz no popular, Valmir vem do chão de fábrica. Não é um menino mimado, nunca comprou mandato. É um cara que é um trabalhador. E como trabalhador, vai fazer mais pelo povo, e do interior também, porque o interior merece esse respeito. A última vez que o interior teve o olhar de um político da capital foi com João Alves, acredito. E um fato histórico precisa ser levado a sério: tirando Arnaldo Rollemberg Garcez, de Itaporanga d’Ajuda, que governou Sergipe entre 1951 e 1955, quem mais vem direto do interior? Os diversos governador sergipanos nascidos em Simão Dias - como Celso de Carvalho, Marcelo Déda, Antônio Carlos Valadares e Belivaldo Chagas - eram todos homens de Aracaju. Valmir nunca exerceu cargo ou mandato eletivo em Aracaju. Tudo dele é em Itabaiana. O sergipano que vive no interior e o sergipano do interior que vive em Aracaju estão de olho nisso.

UM HOMEM DO INTERIOR PARA O GOVERNO
“E um fato histórico precisa ser levado a sério: tirando Arnaldo Rollemberg Garcez, de Itaporanga, que governou Sergipe entre 1951 e 1955, quem mais vem direto do interior? Os diversos governadores sergipanos nascidos em Simão Dias - como Celso de Carvalho, Déda, Valadares e Belivaldo Chagas - eram todos homens de Aracaju”
JLPolítica & Negócio - E tem diversos Estados aqui no Nordeste mesmo que o interior foi provedor de governadores?
MO - Sim. Veja o caso de Raquel Lyra, a primeira governadora do Pernambuco, eleita em 2022. Ela foi prefeita de Caruaru. Olhe o interior aí. A nossa querida vizinha Bahia já mandou a seu Governo do Estado Lomanto Júnior, ex-prefeito de Jequié, e João Durval Carneio, ex-prefeito da Feira de Santana. Veja o caso de Allysson Bezerra, um menino de 33 anos, que renunciou à Prefeitura de Mossoró agora para tentar o Governo do Rio Grande do Norte, e vejamos o exemplo da Paraíba e de quantos governadores a Campina Grande deles já deu ao Estado. Então...JLPolítica & Negócio - E tem chefe de Executivo em Sergipe que tenha comprado o mandato?
MO - Muitos, né Jozailto. Tem, e são muitos. Na política de hoje, esse apelo financeiro ainda é cada vez maior e há pessoas que fazem da política um puxadinho dos seus negócios.JLPolítica & Negócio - Os senhores não temem essa suposta falta de grupo grande no entorno de vocês, ou vocês se consideram num bom contexto de grupo?
MO - O nosso principal grupo é o povo. Até penso que quando tem muito político num canto, num projeto, dificilmente isso é bom para o povo. É fato que os políticos todos estão com Fábio Mitidieri - a grande maioria, pelo menos. Então, a gente é quem tem condição. Há um risco e há uma oportunidade, como tudo na vida. Que Valmir está quase que só, com alguns prefeitos, amigos e lideranças, às quais agradecemos, e que hoje até são numa quantidade até maior do que a outra eleição de 2022, a verdade. Se ele está um pouco só, há um risco, como você está falando que é um grupo muito grande contra. Mas há com o projeto Valmir também uma oportunidade de dar uma canetada e de não ter compromisso com essas estruturas antigas aqui do Estado e de poder fazer a mudança e governar para o povo. Não tem como ter desculpa se a gente chegar a ganhar o poder de não fazer um governo bom, porque a gente não tem compromisso com uma política torta, com essa grande política que está aí ocupando a grande maioria dos cargos aqui no Estado.

“SEM DÚVIDA NENHUMA, VALMIR VAI SER ELEITO”
“O povo sergipano está fazendo uma leitura muito tranquila e muito silenciosa pela questão das estruturas de poder que agem a todo custo. Tem muita gente aí calada diante das perseguições, mas o teste de popularidade que Valmir propõe é o de sair na rua”
JLPolítica & Negócio - Mas os senhores têm compromisso com o grupo de Emília Correia e Eduardo Amorim. Isso ajuda ou atrapalha?
MO - Isso ajuda. Até porque é um grupo que foi também a gente quem criou também. A gente está junto com o Edivan e com o Eduardo desde 2014, antes até disputando eleições aqui em Itabaiana. Emília chega ao poder junto, com o nosso apoio, com o apoio do grupo de Valmir. Então, a gente está contido dentro deste grupo.JLPolítica & Negócio - Os senhores vão enfrentar um governo e é difícil vencer governo. Qual é o conceito que o senhor e o Valmir têm do Governo de Fábio Mitidieri?
MO - O Governo de Fábio Mitidieri é uma enganação. É uma fraude. É um governo que, na propaganda, há vontade de passar para o sergipano que aqui há um estado de mil maravilhas, mas na realidade o que temos é falta d’água, imposto alto, é radar para cobrar do povo. É humilhação para pegar uma quentinha. É fila para fazer uma cirurgia. Esse é o governo de Fábio que eu sempre disse que é um neoliberalismo às avessas. Ele é muito alto para cobrar imposto, mas ao mesmo tempo ele quer ser paternalista.JLPolítica & Negócio - Em contraposição a este governo, como é que o senhor visualiza um eventual governo de Valmir Francisco para o sergipano?
MO - Valmir vai fazer, anote aí, um Governo pé no chão, pé na estrada, presente nos povoados, nas cidades. Olha, Fábio visitou mais os Estados Unidos do que a grande maioria dos municípios sergipanos. O Valmir vai ser o contrário. O Valmir vai estar fiscalizando a obra in loco. O Estado Sergipe não vai se arrepender da quantidade de obras e da grande transformação que vai ter aqui no Estado Sergipe a partir de 2027.

DA TENSÃO DE DEIXAR A PREFEITURA DE ITABAIANA
“Valmir é uma impressionante ideia que o povo sergipano abraçou. Muito se falou sobre tensão no momento da renúncia, mas se ela houve é por causa da responsabilidade, da importância que Itabaiana tem para a gente. Itabaiana, e Valmir principalmente, foi quem nos projetou para todo o Estado de Sergipe”
JLPolítica & Negócio - O senhor admite que há um preconceito contra Valmir Francisquinho de um certo sergipano médio ou esse preconceito é dissimulado e o senhor não identifica?
MO - Eu diria que há um medo de uma pequena parcela de sergipanos, porque não o conhecem. Tem muita gente que olha assim e diz: “Então virá um filho marchante de porcos, um filho do interior sergipano, com essa coragem toda de dizer que quer ser governador!”. Assusta um pouco parte das elites, um pouco daquela turma que acha que vai haver uma ruptura institucional no Estado. Mas não foi isso o que aconteceu em Itabaiana. A vida na nossa cidade serrana mudou para melhor e as pessoas deram a Valmir e ao seu grupo quatro mandatos seguidos de prefeitos.JLPolítica & Negócio - Então o senhor que conhece Valmir diria o quê a esse grupo de sergipanos que pensa assim?
MO - Eu diria que fiquem muito tranquilos, porque o foco será no trabalho. O foco será o de entregar o melhor resultado ao sergipano e principalmente melhorar a vida das pessoas. Foi assim que a gente fez. Não tem muito segredo. A gente precisa julgar a Valmir, a Marcos Oliveira, a todo mundo pela prática e não pelas teorias conspiratórias aí ou dos interesses de qualquer tipo de imprensa. Então a gente tem que ser julgado pela prática e a nossa prática é que a gente pegou a cidade de Itabaiana afundada e há muito entregamos ela da forma melhor para o povo.JLPolítica & Negócio - Qual é o papel do senhor na construção de um Programa de Governo para eventual de governo de Valmir que contemple sergipano cismado e a todos os demais? O senhor pretende ajudar?
MO - Eu estou ajudando, inclusive, fazendo uma reanálise de tudo o que foi discutido na Assembleia durante o período em que eu estou lá. Como deputado que foi de oposição, eu conheço de forma muito profunda os problemas que eu apresentei, que eu apontei. E, em cima disso, estou colaborando na formação do novo Projeto de Governo Sergipe.

UM GESTO PARA POTENCIALIZAR VALMIR
“Todo o meu gesto visa potencializar as chances de ele chegar ao Governo do Estado em outubro - e Valmir vai chegar não meramente por essa minha atitude. Vai chegar porque os sergipanos o querem com muita força. É algo impressionante”
JLPolítica & Negócio - Os senhores não faturam nada do que está sendo feito pelo governo de Fábio para ser aproveitado por um eventual governo de Valmir?
MO - Claro que faturaremos. Não somos fundamentalistas. Não tem lacração com a gente. Pelo contrário. A gente precisa entender, depois da transição, tudo aquilo que ficou dentro das estruturas. Então, vai ser mantido, sim, o que tiver de bom. Está aí o Hospital do Câncer, inaugurado depois de muitas lutas. Agora, o modelo de privatização do Hospital do Câncer vai ser reavaliado. O modelo de privatização da saúde vai ser reavaliado. A gente precisa entregar isso para a gente para os sergipanos. Estamos de olho da nova realidade de petróleo e gás de Sergipe, que não é de mentira e a Valmir muito interessa.JLPolítica & Negócio - Valmir revalidaria a nova Ponte Aracaju - Barra?
MO - Sem ter nada contra este projeto, mas aí é outra discussão muito grande, porque são contratos bilionários, o governo que está endividando o Estado por bilhões de reais, e os contratos que foram feitos precisam ser cumpridos. Mas a gente vai ter que fazer uma reavaliação muito grande com relação à concessão dos serviços da Deso à Iguá no Estado de Sergipe. Ela vai passar por uma análise jurídica profunda, pra saber se a Iguá está cumprindo com o que foi contratado com o Estado de Sergipe, com pulso, com respeito, e principalmente respeitando a legislação brasileira.JLPolítica & Negócio - Os senhores vão à eleição órfãos de Lula e órfãos de Flávio Bolsonaro ou terão um candidato para presidente?
MO - A gente vai à eleição sob a paternidade do povo.

“EU PEDI UMA LICENÇA SEM REMUNERAÇÃO”
“Fiz até agora um mandato de muita presença na tribuna, de muita presença nas comissões, e com o advento das pré-candidaturas do nosso grupo político ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e à própria Alese, me licencio para poder ajudar na construção dessa pré-campanha e não estar faltando na Assembleia”
JLPolítica & Negócio – E não se consideram órfãos de ninguém?
MO - Não nos consideramos órfãos de ninguém, pelo contrário. Eu acho que a gente precisa respeitar os candidatos à Presidência da República do Brasil e vamos trabalhar com quem ganhar para o bem de Sergipe. Isso é óbvio.JLPolítica & Negócio - Qual é a análise que o senhor faz do seu mandato como deputado dos seus quase quatro anos?
MO - Todos os sergipanos sabem que eu fui um deputado de oposição. Eu fui um cara que não me escondi com relação à privatização da água, os perímetros irrigados aqui do município de Itabaiana, as estradas, os radares, as habilitações caras, o ICMS mais alto do país. Eu sou um cara de tribuna que tem uma desenvoltura dos assuntos parlamentares extremamente fortes e de presença no nosso interior. Eu moro em Itabaiana, vivo em Itabaiana, então, o que eu tenho para dizer é que eu não me omiti.JLPolítica & Negócio - O senhor identifica erros?
MO - Posso ter errado por excesso, mas nunca por omissão. E preciso continuar defendendo o meu agreste, defendendo o Estado de Sergipe, como a voz do povo sergipano, e apoiando Valmir na Alese. Estamos pontos, eu e ele.









