Entrevista

Jozailto Lima

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Nelton Rios - “Quero retomar meus projetos voltados para o bem-estar de Várzea do Poço”

DE VOLTA PRO ANTIGO ACONCHEGO DE GRUPO
“Até porque sozinho não se vai a lugar nenhum, e a cultura do nosso eleitorado ainda não está amadurecida para escolher seus representantes em situação de individualidade. Ou seja, ele não vota em quem não faz parte de um grupo, seja de situação ou de oposição - estou ciente disso”

JLPolítica - O senhor parece não acreditar nessa engenharia?
NR -
Não. Como a política local é muito ferrenha, grupo A ou grupo B enquanto lembram do passado não aceitam essa composição, e por isso continuam com um osso atravessado nas gargantas. Guardam isso até hoje. Mas vale a pena aguardar, porque em política só conhecemos do passado. Do presente e do futuro, ninguém sabe o que pode acontecer.

Nelton José Rios nasce em Várzea do Poço no dia 26 de setembro de 1955 e teve o primeiro mandato de vereador em 1988
Nelton Rios sempre esteve ligado aos ritos da Igreja Católica. Aí, em 1968, no dia da inauguração da Igreja São Francisco, em ato de primeira comunhão

JLPolítica - E isso foi tentado?
NR -
No meu discurso de abertura daquela campanha fiz o convite para que todos se unissem e subissem no mesmo palanque e, sem falsa modéstia, fui muito aplaudido pelos que me escutaram, e até alguns participantes do terceiro grupo entenderam minha mensagem e saudaram, como se dissessem “essa é a hora”. Mas minutos depois, em um discurso infeliz e magoado, tudo foi por água abaixo, sendo também uma das motivações de desânimo em não entrar com o meu recurso jurídico para legitimar a minha candidatura e vice.

JLPolítica - E para 2020, as oposições conseguem botar em prática esta unidade defendida pelo senhor há quatro anos quando esteve por lá?
NR -
Agora foram lançadas várias pré-candidaturas a prefeito, mas em reuniões entres esses buscaram decidir em comum acordo que o nome que tivesse melhor aceitação fosse o candidato da cabeça de chapa, todavia não chegaram a esse acordo e, claro, o nome mais forte, até mesmo por já ter uma base consolidada na política, foi o da esposa do líder do maior grupo de oposição de então, lançando a candidatura dela a prefeita e como vice-prefeito um vereador filho da candidata a prefeita pelo terceiro grupo nas eleições de 2016, e que foi a principal personagem para a derrota do grupo que teve a chance de ganhar aquelas eleições. Mas essa proposta de 2020 entre os demais blocos políticos não está ainda sedimentada por uma questão de imposição da liderança de então. O terceiro grupo fez com que perdessem naquela época a maior chance de ganhar as eleições e agora, por uma questão de conveniência política e pessoal, está propondo essa “união” em torno de um nome como candidata a prefeita com a principal protagonista daquela derrota tendo o filho aproveitado como candidato a vice-prefeito enquanto ela se beneficiaria ainda com o desejo de retornar à Câmara.

Acompanhando os trabalhos de instalação de energia elétrica na região da Fazenda Ouro Verde

POR UMA URBANIZACÃO PARA A ORLA DO BARRADO
“Penso em trabalhar por uma limpeza e tratamento daquelas águas, bem assim como a construção de uma área de lazer com pistas para as caminhadas e outras formas de aproveitamento. Sei que esse é um projeto muito arrojado e difícil, no entanto não se deve e nem se pode desanimar diante das dificuldades”

JLPolítica - Não há, então, riscos contra o senhor na legislação eleitoral?
NR -
Asseguro com transparência que absolutamente não. A legislação eleitoral - lei 64/90 - reza que um dos motivos para tornar o gestor público inelegível é ele ter as suas contas rejeitadas, o que não me ocorreu. Pelo contrário, fui elogiado por ter devolvido aos cofres do município, nos dois exercícios, uma soma de R$ 53.383,07, além de um terreno comprado para a construção da nova sede do Legislativo, o que não foi possível. E, ainda a título de esclarecimento, dos recursos que eu devolvi, se desejasse fazer malandragem, pagaria aquelas multas com parte dele, o que não fiz. De modo que tenho certidões negativas daquela época e atuais me isentando de qualquer irregularidade.

JLPolítica - Mas como justifica-se que o senhor tenha sido interditado da condição de candidato a vice em 2016?
NR -
Quanto à retirada do meu nome como pleiteante a vice-prefeito pela suposta “inelegibilidade”, já existiam comentários de que o candidato a prefeito de então não registraria a sua candidatura e mesmo eu tendo o direito do recurso, preferi me afastar para não ser mais um problema naquela chapa, a do Marquinhos. Ou seja, precisaria de um tempo muito curto para impetrar o recurso pela diminuição dos prazos e daí causaria ainda mais instabilidade ao eleitorado diante do quadro e continuei participando da campanha, até o dia em que percebi que não existia uma coordenação dela. Era apenas de uma só voz, uma só orientação, ponto. Além de outros fatores que prefiro não abordá-los aqui. “Tempo passado é como subirmos em uma montanha em época de ventania e soltarmos um monte de penas e não mais as recuperamos”. Bem assim é na política.

JLPolítica - Para quem os indicativos apontam chances de vencer a eleição de prefeito de Várzea do Poço este ano, e por que?
NR -
Vejo que na atual conjuntura política, já no comando do município há quase 20 anos, é natural que alguns desejem mudança, mas eu acredito que essa mudança ainda não será dessa vez. Em 2016, sim, tiveram a maior chance se todos de juntassem em nome de apenas um candidato.

Em audiência com Marcelo Nilo, então presidente da Embasa, faz tratativas para levar água à zona rural de Várzea

JLPolítica - Em Várzea do Poço muitos dizem que o senhor está jurídica e eleitoralmente interditado por causa de processos com o TCM-BA enquanto presidente do Legislativo. O que o senhor teria a dizer disso?
NR -
É verdade que ainda existem alguns, em pequeníssima escala, que, sob falta de conhecimento e de forma medíocre, fazem essa ilação e divulgação sem antes ter a certeza do que estão tratando.

JLPolítica - Mas qual é a sua real condição jurídico-eleitoral?
NR -
É boa. Veja bem: no ano de 2016, quando fui candidato a vice-prefeito, tive a minha candidatura impugnada. Isso em razão de uma penalidade arbitrada em meu nome quando presidente do Legislativo municipal, no biênio 2009/2010, o que não causa nenhuma estranheza um diretor de um órgão público ser multado no Brasil, até porque 90% dos gestores públicos, por uma questão técnica de contabilidade ou outro fator qualquer, recebem punição. Mas me foi dado o prazo legal para recorrer. No entanto, os que não entendem passam a interpretar e a difundir como se fora uma desonestidade ou uma maracutaia do gestor.

JLPolítica – E não foi?
NR -
Não foi. Ora, tive todas as minhas contas aprovadas e, em uma delas, a do exercício de 2009, recebi elogios do conselheiro relator do Tribunal de Contas dos Municípios, conforme segue o “item 7, Recolhimento de Saldo ao Tesouro Municipal”. Veja o que fora dito: “Os autos revelam a inexistência, ao final do exercício, de saldo nas contas bancos e caixa. Às fls. 131 a 133 encontra-se comprovante de devolução ao Poder Executivo do valor de R$ 46.349,79, procedimento louvável, a ser disseminado nos legislativos baianos, na medida em que revela zelo e parcimônia na aplicação de recursos públicos, atendida, sempre, a supremacia dos interesses da comunidade”. Alguém quer algo mais transparente e republicano do que isso?

Mesmo sem mandato, de ofício em mãos ele foi ao senador a Otto Alencar ano passado pedir rede de iluminação elétrica para Nova Esperança, maior povoado de Várzea do Poço, e para o bairro Recanto dos Pássaros, uma zona nova de expansão da cidade

POR UMA URBANIZACÃO PARA A ORLA DO BARRADO
“Penso em trabalhar por uma limpeza e tratamento daquelas águas, bem assim como a construção de uma área de lazer com pistas para as caminhadas e outras formas de aproveitamento. Sei que esse é um projeto muito arrojado e difícil, no entanto não se deve e nem se pode desanimar diante das dificuldades”

JLPolítica - O senhor pretende retomar a carreira política em voo solo ou encaixado num dos dois blocos da política local, o de Carneiro ou de Marquinhos?
NR -
Encaixado, claro. Até porque sozinho não se vai a lugar nenhum, e a cultura do nosso eleitorado ainda não está amadurecida para escolher seus representantes em situação de individualidade. Ou seja, ele não vota em quem não faz parte de um grupo, seja de situação ou de oposição - estou ciente disso. E por ter uma base sedimentada nesse grupo, desejo pleitear o mandato de vereador pela situação, onde ainda mantenho a confiança do eleitorado que sempre me acompanhou durante toda a minha vida política, até mesmo por ser pautado pela coisa certa.

JLPolítica - O senhor ainda sente ecos de um eleitorado no entorno do seu nome?
NR -
Sim. Ainda hoje, mesmo fora do mandato eletivo, escuto dos que conhecem a minha história política algo positivo como um “estamos precisando de você na Câmara de Vereadores pela sua postura de honestidade, firmeza e segurança no que fala e faz”. Isso é muito bom. E quando somos convocados pelo povo não podemos fugir dos apelos, principalmente num momento em que estamos assistindo a uma Casa Legislativa que, por fazer parte majoritariamente da oposição, não está olhando para o povo, mas sim para os seus interesses políticos individuais.

JLPolítica - E qual é a consequência desse olhar individualista e oposicionista da Câmara?
NR -
É a pior possível, como a dificuldade de aprovação de um suporte financeiro para o município visando a construção do Novo Colégio São Francisco de Assis, criado e instalado na gestão do então primeiro prefeito da cidade, Antonio Lopes Filho, e que faz parte da nossa história educacional. Esse novo colégio será dotado de uma ampla estrutura física, e isso me leva a não entender a visão dos atuais vereadores de oposição que se dizem “representantes do povo”. Como assim? Fico com vergonha desse tipo de ação política, que foge da regra do seu próprio dever, que é a de propor e aprovar projetos e fiscalizá-los quando na execução de obras em andamento, mas nunca dificultá-los ou simplesmente rejeitá-los por capricho. Não importa quem seja o prefeito, não façam isso com nossa Várzea do Poço. Isso não é boa política.

Nelton Rios com os seus - esposa Maria Filomena Costa da Silva e filhos João Farias Silva Rios, Laiana da Silva Rios e Guilherme da Silva Rios

JLPolítica - E qual seria a saída para ela?
NR -
Ela pode ser proposta ao Governo Federal junto aos respectivos ministérios, a depender da força política dos nossos representantes em Brasília. Quero deixar explícito que não estou prometendo, apenas tenho essas ideias e pensamentos, até mesmo por acreditar no que muitos acham impossível.

JLPolítica - O senhor, naturalmente, acha que na gestão pública nada virá se não for planejado e nem pedido.
NR -
Sem dúvida, e tenho bons exemplos. Lembro-me que em 16 de abril de 1986, em uma audiência com o então governador João Durval Carneiro, quando solicitei a criação de uma unidade da Retran/Detran para nosso município existiram os desanimados que inclusive me indagaram se eu não estava sonhando muito alto e se Várzea do Poço teria condições de ter um órgão desse porte, já que à época só existiam nas cidades de Jacobina, 1ª Retran, Miguel Calmon, 2ª Retran, e Morro do Chapéu, com a 3ª Retran.

JLPolítica - E o que aconteceu com seu pedido?
NR -
Meses depois foi instalada em Várzea do Poço a 4ª Retran. É para pedir ou não as coisas?

Na década de 1970 Nelton se fez popular encenando o papel de Jesus Cristo na montagem da crucificação durante a Semana Santa

COM QUE FINALIDADE QUER RETORNAR AO LEGISLATIVO
“Com o objetivo de retomar meus projetos voltados para o bem-estar de Várzea do Poço que foram interrompidos, alguns engavetados por gestos de ingratidão, e também para ajudar a tirar do marasmo essa Câmara de Vereadores que aí está, que deixa a desejar em todos os sentidos”

JLPolítica - Onde o senhor acha que está o seu eleitorado entre os “varzeanos”?
NR -
Acredito que disseminado em todo o município até pelo leque de obras que consegui durante a minha trajetória política nas diversas áreas, não existindo nenhum lugar do nosso território que não tenha uma obra trazida por mim, nas áreas de serviços, comunicação, energia com projetos de extensão de redes na sede, nos povoados e nas comunidades rurais, além de um poço artesiano na comunidade de Lajinha, com vazão de oito mil litros de água doce por hora.

JLPolítica - Qual é o papel de um vereador num município do porte de Várzea do Poço?
NR -
Em uma cidade como a nossa, são vários os papéis que desempenha um vereador. Dentre esses, o de assistente social, que acho muito louvável. Mas o meu foco principal é o de propor projetos de leis e outras atribuições inerentes ao mandato no âmbito do Legislativo, bem como reivindicar junto aos entes federados projetos e obras para a melhoria do povo nas áreas de infraestrutura, geração de emprego e renda, educação, saúde, cultura, lazer e meio ambiente. Dentre esses projetos, pretendo um melhor aproveitamento da área no entorno do Açude Barrado, com o redirecionamento da rede de esgotos da cidade, que ora desemboca nas águas dele.

JLPolítica - No que o senhor pensa neste sentido?
NR -
Penso em trabalhar por uma limpeza e tratamento daquelas águas, bem assim como a construção de uma área de lazer com pistas para as caminhadas e outras formas de aproveitamento. Sei que esse é um projeto muito arrojado e difícil, no entanto não se deve e nem se pode desanimar diante das dificuldades que possam haver. Mas sabemos que não é barato para o município, pelo seu suporte financeiro, uma obra dessa envergadura.

Em pose de gala, chegando à Câmara de Várzea do Poço no dia 1º de janeiro de 2009 para tomar como presidente

JLPolítica - O senhor tem pretensão de retornar ao legislativo municipal de Várzea do Poço este ano. Mas com qual objetivo?
Nelton Rios -
Com o objetivo de retomar meus projetos voltados para o bem-estar de Várzea do Poço que foram interrompidos, alguns engavetados por gestos de ingratidão, e também para ajudar a tirar do marasmo essa Câmara de Vereadores que aí está, que deixa a desejar em todos os sentidos. Os que fazem oposição não sabem fazê-la, além de não buscarem conhecimento para a condução de suas funções de legisladores.

JLPolítica - Quantos mandatos o senhor exerceu até a interrupção?
NR -
Foram sete. Seis integrais e um por suplência.

JLPolítica - Pelos cálculos de um tempo de pandemia, onde provavelmente a abstenção vai ser alta, com quantos votos se elegerá um vereador em Várzea do Poço este ano?
NR -
Diante do número de eleitores cadastrados no município, atualmente com 7.035 votantes, eu particularmente, acredito que em virtude da pandemia da Covid-19, haverá uma queda substancial na participação de eleitores, uma abstenção em torno de 35% a 40%, e isso poderá ocasionar a eleição de candidatos com em torno de 500 votos. Mas que tudo depende do coeficiente eleitoral dentre todos os partidos participantes do pleito. Em 2000, quando a Câmara era composta por 11 vereadores, eu fui o mais votado com apenas 204 votos em um universo de 6.548 eleitores, e 389 em 2012 com 6.714 eleitores eu fui classificado no terceiro lugar pela diferença de apenas um voto para outro pleiteante.

O pai Nelton e seu trio de guris ainda em saída do chão

“Quando somos convocados pelo povo, não podemos fugir dos apelos”
25 de agosto - 8h00

Nelton Rios, PCdoB, é intenso no que pensa e no que faz na esfera política, atividade que já lhe rendeu sete mandatos de vereador da cidade de Várzea do Poço, Bahia - seis diretamente eleitos e um chegado via suplência em 1992, apesar de estar apeado do Poder Legislativo desde o final de 2016.

Na política, Nelton Rios é um assistencialista diferente dos que constroem mandatos à sombra de ambulâncias e das resoluções dos dramas humanos na área da saúde, que é algo muito sensível.

Não que Nelton não tivesse por essa atividade carinho e respeito, e nem a desmereça. Mas o problema é que ele assistiu a pessoas numa visão mais geral.

Deu sempre atenção maior a atividades mais estruturantes do município, como prestação de serviço nas áreas públicas - extensão e provimento de novas redes de energia, telecomunicações, água e saneamento - e cuidou como poucos da essência do mandato em si, que foram os debates e as proposições de leis no dia a dia Câmara, que ele inclusive já presidiu. Foi um bom brigão no sentido parlamentar.

Ele foi bem-sucedido eleitoralmente em 1988, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012. Mas em 2016, Nelton Rios naufragou num projeto de candidatura a vice-prefeito de Várzea do Poço, deixando o grupo em que atuou por muitos anos. Mas agora em 2020, reatado à sua base original, intenciona botar sua jangada nas águas eleitorais e reconquistar um mandato de volta.

Ele agora é um pré-candidato a vereador. Mas com que objetivo Nelton Rios nutre este desejo? “Com o objetivo de retomar meus projetos voltados para o bem-estar de Várzea do Poço que foram interrompidos, alguns engavetados por gestos de ingratidão, e também para ajudar a tirar do marasmo essa Câmara de Vereadores que aí está”, diz ele.

Na Câmara de Várzea do Poço, o prefeito Manoel Carneiro Filho, PCdoB, conta com o apoio de quatro entre os nove vereadores. Nelton vê algo profundamente errado no modo de esses opositores rechaçarem os interesses da cidade, sempre partindo, segundo ele, de uma ação pessoal contra a figura do gestor.

“A Casa Legislativa, por fazer parte majoritariamente da oposição, não está olhando para o povo, mas sim para os seus interesses políticos individuais”, diz Nelton. Ele considera que a consequência desse olhar individualista e oposicionista da Câmara “é a pior possível” para a cidade.

“Como a dificuldade de aprovação de um suporte financeiro para o município visando a construção do Novo Colégio São Francisco de Assis, criado e instalado na gestão do então primeiro prefeito Antonio Lopes Filho, e que faz parte da nossa história educacional. Esse novo colégio será dotado de uma ampla estrutura física, e isso me leva a não entender a visão dos atuais vereadores de oposição que se dizem “representantes do povo”. Como assim? Fico com vergonha desse tipo de ação política, que foge da regra do seu próprio dever”, diz.

Para Nelton, sua eventual volta à Câmara Municipal pode ajudar a mudar esse quadro. Ele defende que o papel do Legislativo “é de propor e aprovar projetos e fiscalizá-los quando na execução de obras em andamento, mas nunca dificultá-los ou simplesmente por capricho rejeitá-los”. “Não importa quem seja o prefeito, não façam isso com nossa Várzea do Poço. Isso não é boa política”, cobra ele.

Em audiência na década de 1980 com o então ministro das Telecomunicações Antonio Carlos Magalhães, de quem se tornou amigo