Entrevista

Jozailto Lima

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Paulo Márcio: “Me credencio a ser o prefeito que Aracaju precisa e merece”

17 de outubro de 2020
“Edvaldo acredita ser um senhor feudal rodeado de servos e vassalos”
 

Paulo Márcio, do Democracia Cristã - DC -, 45 anos, é um entre os quatro delegados da Polícia Judiciária do Estado de Sergipe que estão lambendo os beiços para tomar o lugar de Edvaldo Nogueira, PDT, na condução da cidade de Aracaju - sem contar com mais uma dessa espécie que está candidata a vice-prefeita, mas ao lado do próprio Edvaldo, que é a delegada Katarina Feitoza, PSD.

Muito convencido de si, dos seus limites, princípios e sobretudo das suas capacidades, Paulo Márcio não parece estar no pleito para se passar por um café-com-leite, para uma brincadeira político-eleitoral. Muito pelo o contrário.

“Aracaju precisa de um prefeito autêntico, comprometido, conhecedor dos problemas da cidade e de sua gente. Um prefeito capaz de identificar as carências e necessidade de toda a população, adotando medidas eficazes e exequíveis na solução desses problemas”, teoriza ele. 

E quem seria esse iluminado? Ora quem! “Entendo que essas qualidades, aliadas a um plano de governo que concilia rigor científico e sensibilidade social, me credenciam a ser o prefeito que Aracaju precisa e merece”, revela Paulo Márcio, sem mais delongas e nem mimimis. 
 
“Esse prefeito, antes de ser um líder, tem que ser um verdadeiro servidor. Como agente comunitário de saúde, delegado de polícia, dirigente sindical, eu aprendi primeiro a servir. Depois, tornei-me um líder”, reforça, como a humildade arranhando as mobílias de São Pedro lá nos céus das chuvas. Ah, agente comunitário de saúde foi a primeira função dele lá em Tobias Barreto, quando jovenzinho.

Mas, espanto à parte, é fato que Paulo Márcio não pensa fraco. Não é um ser pífio, esquelético, quando posto frente às teses e teorias de conceber o Governo de uma cidade. E promete algo vistoso no tipo de gestão que os aracajuanos poderiam esperar dele, caso fosse eleito prefeito.

Seria “um governo transparente, eficiente e ético”. “Um governo que dialogará permanentemente com todos os setores da sociedade civil a fim de otimizar as ações do poder público em todas as áreas de atuação do município, priorizando, efetivamente, os bairros e comunidades mais carentes. Um governo do povo, pelo povo e para o povo, segundo as palavras de Abraham Lincoln”, emposta-se o moço. 

Do governo e do governante que os aracajuanos têm hoje, o bolsonarista Paulo Márcio esnoba e esfola. “Edvaldo acredita ser um senhor feudal rodeado de servos e vassalos. Mas ele é apenas o fantoche de um grupo de empresários e burocratas que se apropriou da máquina administrativa e a utiliza para fins particulares”, diz.

E completa, mais na definição do Governo. “Sem sombra de dúvida, o cinismo e a omissão, conjugadas a uma confusão entre o público e o privado que transformaram a gestão pública em um negócio familiar”. 

Paulo Márcio Ramos Cruz nasceu no dia 2 de junho de 1975 no povoado Sambaíba, município de Itapicuru, Bahia, parede-e-meia com Tobias Barreto. Ele é filho José Oliveira Cruz, já falecido, e de Neuza Ramos Cruz.

É casado com a bióloga Michele Oliveira Silva Cruz, com quem se fez pai de um par de meninas - Sofia Silva Cruz, de 13 anos, e Alba Silva Cruz, de 10.

Se é um delegado da Polícia Judiciária, obviamente que Paulo Márcio tem formação acadêmica em Direito e isso foi feito pela Universidade Federal de Sergipe, com conclusão no ano de 2000.
 
Nessa área, tem ainda especializações em Direito Penal e Direito Processual Penal, e também em Gestão Estratégica em Segurança Pública. 

No casco da Secretaria de Segurança Pública, Paulo Márcio foi de quase um tudo - só faltou ter sido um preso: superintendente da Polícia Civil e corregedor Geral da Polícia Civil, delegado regional, delegado municipal, delegado metropolitano e delegado plantonista. 

Em 2014, ele foi eleito para a Presidência do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Sergipe - Sindepol - e para a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Sergipe Adepol.

Costuma gabar-se de durante a sua gestão os delegados de polícia de Sergipe terem conquistado “pleitos históricos, como a implementação do subsídio, o início das promoções progressivas por tempo de serviço, a redução da jornada de trabalho de 40 para 36 horas semanais, o ajuste de mais de 80% no valor da indenização por plantão, a retirada de todos os presos das delegacias de polícia e o seu encaminhamento para o sistema prisional da Secretaria de Justiça, a instituição da indenização pelo acúmulo de delegacias”, ufa, dentre outras conquistas.

Um Paulo Márcio já sob as vestes do poder: em 2007, ao lado do governador Marcelo Déda, como superintendente da Polícia Civil, em evento na Acadepol
Aos seis meses de idade, em 1976, ainda em Sambaíba, ao lado de Vívian, uma irmã de leite
“COMO DELEGADO DE POLÍCIA, TORNEI-ME UM LÍDER”
“Aracaju precisa de um prefeito autêntico, comprometido, conhecedor dos problemas da cidade e de sua gente. Um prefeito capaz de identificar as carências e necessidade de toda a população, adotando medidas eficazes e exequíveis na solução desses problemas. Esse prefeito, antes de ser um líder, tem que ser um verdadeiro servidor”

JLPolítica – Por que e em nome de que o senhor quer ser prefeito de Aracaju?
Paulo Márcio –
Por duas razões. A primeira é de ordem objetiva e consiste em uma renovação dos quadros políticos que ditam os rumos da política sergipana desde o início dos anos 80, que eu chamo de geração pós-Augusto Franco: João Alves Filho, Albano Franco, Marcelo Déda, Antonio Carlos Valadares e Jackson Barreto. Por razões diversas, essas lideranças se afastaram ou estão se afastando da cena política e abrindo espaço para uma nova geração. Nesse contexto - e aí entra a subjetividade -, eu entendo reunir os requisitos para ocupar algum desses espaços, a começar pela Prefeitura de Aracaju, liderando um projeto de transformação política lastreado na eficiência, na ética e na transparência no trato da coisa pública. 
 
JLPolítica – Quais as razões pelas quais os aracajuanos deveriam eleger o senhor prefeito?
Paulo Márcio –
Aracaju precisa de um prefeito autêntico, comprometido, conhecedor dos problemas da cidade e de sua gente. Um prefeito capaz de identificar as carências e necessidade de toda a população, adotando medidas eficazes e exequíveis na solução desses problemas. Mas esse prefeito, antes de ser um líder, tem que ser um verdadeiro servidor. Como agente comunitário de saúde, delegado de polícia, dirigente sindical, eu aprendi primeiro a servir. Depois, tornei-me um líder. Entendo que essas qualidades, aliadas a um plano de governo que concilia rigor científico e sensibilidade social, me credenciam a ser o prefeito que Aracaju precisa e merece. 
 
JLPolítica – Mas que tipo de governo os aracajuanos poderiam esperar de Paulo Márcio, caso fosse eleito prefeito?
Paulo Márcio –
Um governo transparente, eficiente e ético. Um governo que dialogará permanentemente com todos os setores da sociedade civil a fim de otimizar as ações do poder público em todas as áreas de atuação do município, priorizando, efetivamente, os bairros e comunidades mais carentes. Um governo do povo, pelo povo e para o povo, segundo as palavras de Abraham Lincoln. 

No dia 25 de abril de 2003, Paulo casa-se com a bióloga Michele Oliveira Silva Cruz, na Igreja da Ressurreição do Senhor, em Ondina, Salvador, Bahia
DAS CORREÇÕES NA SAÚDE E NA EDUCAÇÃO
“Ambas são problemáticas e carecem de correção. A diferença é que a correção na saúde pode ser feita a curto e médio prazos, ao passo que a educação requer toda uma mudança estrutural, conscientização, envolvimento da sociedade, enfrentamento de tabus e preconceitos arraigados. É trabalho para duas ou três gestões”

JLPolítica – Até que ponto os seus 19 anos como um executivo da Polícia Judiciária de Sergipe, como um delegado, lhe incentivaram e estimularam a partir para uma disputa eleitoral por um Executivo Municipal?
Paulo Márcio –
Todos nós temos uma dimensão política, uma conexão profunda com a cidade em que vivemos e as pessoas. Aliás, Aristóteles dizia que o homem é por natureza um animal político - zoon politikon. No meu caso em particular, essa dimensão política sempre foi muito forte, daí minhas passagens pela Adepol, Sindepol e Adepol do Brasil, além da participação na gestão da SSP como superintendente e corregedor da Polícia Civil. De modo que não só o exercício na atividade de delegado de polícia, mas esse acúmulo de experiência e a própria vocação para a vida pública serviram de estímulo e incentivo para participar da sucessão municipal de 2020.
 
JLPolítica – De todas as áreas nucleares que entram no programa de um candidato a prefeito, quais as três que despertam mais a atenção do senhor?
Paulo Márcio –
No presente momento, a saúde, a educação e a mobilidade urbana assumem uma maior relevância, mas Aracaju, pelas suas peculiaridades, também demanda uma atuação mais efetiva no campo da macrodrenagem.
 
JLPolítica – Mas entre a saúde e a educação púbicas municipais de Aracaju, qual é a mais carente de correção urgente?
Paulo Márcio –
Ambas são problemáticas e carecem de correção. A diferença é que a correção na saúde pode ser feita a curto e médio prazos, ao passo que a educação requer toda uma mudança estrutural, conscientização, envolvimento da sociedade, enfrentamento de tabus e preconceitos arraigados. É trabalho para duas ou três gestões, sem solução de continuidade, que deve ter início imediato.

Em 2014, num tour entre Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, com Michele Oliveira Silva Cruz e as filhas Sofia Silva Cruz e Alba Silva Cruz
ESPINHA DORSAL DA MOBILIDADE URBANA
“A implantação de um sistema de transporte ferroviário ligando Aracaju a Socorro e São Cristóvão. Em torno desses eixos estruturantes seria reorganizado todo o sistema rodoviário, cujas linhas alimentariam o transporte de alta capacidade e por ele seriam alimentadas. O modelo atual é ineficiente, poluente e responsável pelo aumento dos congestionamentos”

 

JLPolítica – O que seria a espinha dorsal da sua visão de mobilidade urbana?
Paulo Márcio –
A implantação de um sistema de transporte ferroviário ligando Aracaju aos municípios de Socorro e São Cristóvão. Em torno desses eixos estruturantes seria reorganizado todo o sistema de transporte rodoviário, cujas linhas alimentariam o transporte de alta capacidade e por ele seriam alimentadas. O modelo atual, baseado no transporte por meio de ônibus coletivos, é ineficiente, poluente e responsável pelo aumento dos congestionamentos nas vias públicas.
Também temos que aproveitar os nossos rios navegáveis para implantar o sistema hidroviário. Tudo isso consta do nosso plano de governo. 
 
JLPolítica – A sua origem de formação em Técnico Agrícola lhe faz mais focado e mais sensível às questões de meio ambiente?
Paulo Márcio –
Sem sombra de dúvida. Minha geração foi formada segundo os valores e princípios de uma consciência ambiental e de desenvolvimento sustentável. Aliás, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como Eco-92, ocorreu em 1992, no Rio de Janeiro, quando eu cursava o segundo ano do curso de técnico em Agropecuária. É por essas e outras razões que eu tanto chamo a atenção para os problemas na área de saneamento básico, totalmente negligenciada pela atual gestão de Aracaju. 
 
JLPolítica – Qual é o seu real conceito de transparência, e onde o senhor mais a aplicaria numa eventual gestão sua na Prefeitura de Aracaju?
Paulo Márcio –
A transparência é um princípio que deve nortear toda a administração, obrigando o gestor a não só tornar públicos todos os atos da gestão, mas a fazê-lo em linguagem acessível, compreensível, por meio de portais desenvolvidos com essa finalidade. Portanto, como prefeito eu não terei a faculdade de ser mais transparente nessa ou naquela área. Pelo contrário, com exceção das vedações legais, tudo o mais será disponibilizado sem qualquer tipo de restrição ou embaraço. 

Painel de imagens de um Paulo Márcio militante de classe: acha que fez muito pelos seus colegas
MAIORES DEFEITOS DE EDVALDO NO GOVERNO
“Sem sombra de dúvida, o cinismo e a omissão, conjugadas a uma confusão entre o público e o privado que transformaram a gestão pública em um negócio familiar. Edvaldo acredita ser um senhor feudal rodeado de servos e vassalos. Mas é apenas o fantoche de um grupo de empresários e burocratas que se apropriou da máquina administrativa”

JLPolítica – Quais seriam o papel e a demanda da Guarda Municipal num governo de um delegado de polícia?
Paulo Márcio –
Além da sua missão institucional de proteger os bens, serviços e instalações públicos municipais, a Guarda Municipal ganhará uma nova estrutura organizacional que lhe confira um maior protagonismo no campo da segurança pública. Estaremos presentes em todos os bairros e comunidades, protegendo a incolumidade das pessoas e dos patrimônios público e privado. 
 
JLPolítica – O que é que o senhor identifica de mais defeituoso no modo de Edvaldo Nogueira tocar o Governo de Aracaju?
Paulo Márcio –
Sem sombra de dúvida, o cinismo e a omissão, conjugadas a uma confusão entre o público e o privado que transformaram a gestão pública em um negócio familiar. Edvaldo acredita ser um senhor feudal rodeado de servos e vassalos. Mas ele é apenas o fantoche de um grupo de empresários e burocratas que se apropriou da máquina administrativa e a utiliza para fins particulares.

JLPolítica – O senhor sempre esteve perto do serviço público, seja como agente de saúde lá na juventude, seja como delegado. Qual é a sua visão dos servidores públicos hoje em dia? O senhor os vê como uma espécie em extinção ou pelo menos mal reconhecidos?
Paulo Márcio –
O servidor público, tal qual o conhecemos, é uma herança do modelo de governo burocrático característico do início do século passado. Essa espécie de servidor está em extinção, independentemente de ser ou não reconhecido. 

Ao lado dos pais José Oliveira Cruz - já falecido - e Neuza Ramos Cruz, com cara de molecote, na formatura em Direito, em 2001
O PAPEL FUTURO DOS DELEGADOS NA POLÍTICA
“Um delegado de polícia é um cidadão como outro qualquer. Se está em pleno gozo dos direitos políticos, tem legitimidade para concorrer a qualquer cargo eletivo. Será cada vez maior a participação de deles na política daqui por diante. Mas a presença de quatro delegados em um mesmo pleito é um fato que chama a atenção, algo que entrará para a história e dificilmente se repetirá”

JLPolítica – Que tipo de servidor sobreviverá no futuro?
Paulo Márcio –
Dentro de algumas décadas, só teremos servidores públicos efetivos nas carreiras típicas de estado e no ensino fundamental. Os demais serviços públicos serão prestados por empresas privadas. Não é só uma questão de escolha, mas de adaptação a uma nova realidade. 
 
JLPolítica – O senhor acha natural, e confortável, que haja tantos delegados de polícia envolvidos com a eleição de Aracaju, como ocorre este ano?
Paulo Márcio –
Será cada vez maior a participação de delegados de polícia na política daqui por diante. Mas a presença de quatro delegados em um mesmo pleito é um fato que chama a atenção, algo que entrará para a história e dificilmente se repetirá. 
 
JLPolítica – O senhor vê alguma razão plausível para segregá-los, discriminá-los apenas por essa origem?
Paulo Márcio –
Não vejo. Mas penso que o medo de perder espaço para delegados de polícia leva parte dos políticos profissionais a fazer esse tipo de apelo. Por outro lado, sabemos que a presença de delegados de polícia honestos incomoda aqueles que fazem da política um negócio. Um delegado é um cidadão como outro qualquer, um servidor como outro qualquer. Se está em pleno gozo dos direitos políticos, tem legitimidade para concorrer a qualquer cargo eletivo. 

No dia 7 deste mês, registro histórico da entrega do primeiro santinho da primeira candidatura de Paulo Márcio: começa querendo sentar na janela da Prefeitura de Aracaju
DIZEI A QUEM TU TENS POR VICE
“Simone Vieira é uma missionária, estudante de teologia e professora de escola dominical. Defensora ardorosa dos ideais cristãos e preocupada com as questões sociais e a defesa das minorias. Quando decidimos lançar uma chapa puro sangue, seu nome surgiu naturalmente e foi chancelado pela Executiva”

JLPolítica – Quem é Simone Vieira, e por que foi ela a compor como candidata a vice-prefeita?
Paulo Márcio –
Simone Vieira é uma missionária, estudante de teologia e professora de escola dominical. Defensora ardorosa dos ideais cristãos e preocupada com as questões sociais e a defesa das minorias. Quando decidimos lançar uma chapa puro sangue, seu nome surgiu naturalmente e foi chancelado pela Executiva.

JLPolítica – Para o senhor, uma vice-prefeita deve ficar circunscrita àqueles limites clássicos constitucionais ou pode ter atribuições concretas na grade de uma gestão?
Paulo Márcio –
É óbvio que pode - e deve - ter atribuições concretas. A ideia de um vice decorativo é antiquada e geralmente se dá quando são formadas alianças pragmáticas e sem qualquer afinidade. Vimos isso com Edvaldo e Eliane Aquino no início da atual gestão. 
 
JLPolítica – Quais as chances de o DC fazer um ou mais vereadores entre os seus 22 concorrentes deste ano?
Paulo Márcio –
As chances de fazer um vereador são grandes, pois são 22 nomes trabalhando para alcançar o coeficiente eleitoral, que deve ficar em torno de 11 mil votos. Se houver um bom desempenho, poderemos conseguir uma segunda cadeira na sobra.

Cabra velho descansado, em pose de cinco meses, em Sambaíba: “Meu papagaio, minha terra é Sergipe...”
TENDO A BOLSONARO POR BÚSSOLA E NORTE
“Bolsonaro é um sujeito autêntico, direto, sem rodeios. Não se esforça em parecer polido. Às vezes carrega nas respostas, mas tudo isso é muito natural, sem fingimento. Prefiro um presidente politicamente incorreto, mas honesto, aos corruptos e hipócritas que o antecederam ou que querem tomar seu lugar”

JLPolítica – O senhor é mais um bolsonarista no lote dos prefeituráveis da capital de Sergipe. Que vantagem isso lhe traz?
Paulo Márcio –
É interessante a sua assertiva, porque eu votei em Bolsonaro nos dois turnos da eleição de 2018, mas nunca me apresentei como bolsonarista. Pelo contrário, tenho feito críticas a alguns adversários que usam indevida e desesperadamente o nome de Bolsonaro para se promover. Acho que sou mais leal e coerente quando explico que apoio o governo de Jair Messias Bolsonaro, mas me reservo o direito de divergir democraticamente daquilo de que discordo.

JLPolítica – Qual é hoje o juízo de valor que o senhor faz do modo de ser presidente de Jair Bolsonaro?
Paulo Márcio –
O mesmo que eu fazia em 2018, quando decidi apoiá-lo para a Presidência: Bolsonaro é um sujeito autêntico, direto, sem rodeios. Ele não se esforça em parecer polido. Às vezes carrega nas respostas, mas tudo isso é muito natural, sem fingimento. Prefiro um presidente politicamente incorreto, mas honesto, aos corruptos e hipócritas que o antecederam ou que querem tomar seu lugar. Se Eymael não se candidatar em 2022, votarei novamente em Bolsonaro. Doa a quem doer. 
 
JLPolítica – O senhor é mais baiano ou mais sergipano? Ou é um misto?
Paulo Márcio –
Dos meus 45 anos de idade, 41 foram vividos em Sergipe. Como diz o nosso hino popular, “meu papagaio não tem asas, não tem bico, em outras terras eu não fico. Meu papagaio, minha terra é Sergipe...”

Mais uma reunião de poder, em 2007: com Déda governador, Kércio Pinto, secretário da SSP, Oliveira Júnior, Casa Civil, Eloísa Galdino, Comunicação, e o coronel Péricles, comandante da PM