Sérgio Reis: “O casal Hilda-Gustinho faz uma gestão patriarcal, completamente amadora”

Entrevista

Jozailto Lima

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Sérgio Reis: “O casal Hilda-Gustinho faz uma gestão patriarcal, completamente amadora”

14 de agosto de 2021
“O MDB trabalha para eleger no mínimo três deputados estaduais e dois federais”

O ex-deputado federal, ex-secretário de Estado da Agricultura de Sergipe e presidente interino do MDB sergipano, Sérgio Reis, 46 anos, tem chamando a atenção da comunidade de Sergipe positivamente pelo ritmo acelerado que tem adotado em sua agenda pessoal e política.

Não há uma só semana que Sérgio Reis não tenha compromissos, seja em povoados de Lagarto, sua base política e familiar e por onde já foi secretário de Saúde e de outras áreas, seja com políticos e agentes públicos de altas patentes em Aracaju, Brasília, São Paulo ou qualquer outro Estado do Brasil.

Tudo isso faz de Sérgio Reis um ente político ativo muito presente e com uma vontade deliberada de intervir na vida de seu município, do Estado e do país.

Por essa agenda, ele se posta em pé de igualdade com alguém que detenha um mandato. E tudo isso sem se descuidar da vida particular - através da sua empresa Santa Terra, Produtos Orgânicos, tem metido a mão em afazeres e levado muito a sério o setor agrícola inovador.

Sérgio Reis tem visitado muitos assentamentos do Incra, estimulando a produtividade e a organização de classe entre os trabalhadores de olho nas potencialidades produtivas, passando pelas expectativas de exportações de frutos sergipanos.

Na Secretaria de Estado da Agricultura do Estado de São Paulo
Com o irmão deputado federal Fábio Reis: os mesmos objetivos

Na primeira questão, acha que pode ser definido algo ainda neste semestre na esfera da Justiça federal. “Meu propósito, e já adianto aqui, é o de continuar construindo um caminho para minha candidatura a prefeito de Lagarto em 2024”, diz ele.

“Nesse momento, e pensando na disputa de 2022, vou continuar ajudando os amigos que irão para a disputa de deputado estadual e focarei na coordenação da campanha pela reeleição do deputado federal Fábio Reis”, diz ele.

E, nesse particular, Sérgio impõe metas em nome do MDB. “Nosso trabalho será para eleger no mínimo três deputados estaduais e dois federais. Já estamos certos de que o MDB vai priorizar as eleições proporcionais do ano que vem, porém devemos caminhar, em segundo plano, neste caso, para indicar um nome para a chapa majoritária”, afirma.

Para esse segundo propósito, ele saca o nome do empresário e ex-deputado estadual Marcos Franco. No mais, acha que do grupo formado em torno do governador Belivaldo Chagas sairá o futuro governador do Estado.

E acredita mesmo que Belivado está falando a verdade quando diz que ficará de fora da disputa em 2022 e que  coordenará pessoalmente todo o processo.

“Desde o primeiro momento, Belivaldo disse que o objetivo dele era o de administrar bem o Estado de Sergipe. Colocar o Estado na linha e na zona do desenvolvimento. Ele conseguiu passar por gargalos que impediam pagamento da folha, implementou padrões administrativos e é agora o condutor do processo sucessório. Ele será o comandante e o responsável pela vitória que nós teremos no próximo ano”, afirma.

Sérgio Reis se dedicando aos orgânicos via a Santa Terra: a coisa é a sério

Artur Sérgio de Almeida Reis nasceu no dia 18 de agosto de 1974, na cidade de Lagarto - o nome homenageia o velho avô Artur de Oliveira Reis, ex-prefeito e ex-deputado estadual falecido na manhã deste sábado, 13, aos 94 anos. Sérgio é filho de Jerônimo de Oliveira Reis e de Rosa Meire Menezes de Almeida.

É casado com a engenheira agrônoma Isabela Reis e é pai de seis filhos - Diandra Reis, 28 anos, Jerônimo Neto, 27, Vitória Reis, 22, Arthur Reis, 15, Ana Beatriz Reis, 9, e Maria Fernanda Reis, 6.

Sérgio Reis tem um curso de Direito incompleto. Em 1998, elegeu-se deputado federal pelo PMN e foi titular das Comissões de Viação e Transportes, de Agricultura e Política Rural e da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Não disputou a reeleição para deputado.

Antes, em 1997, foi secretário de Obras, Meio Ambiente e Urbanismo de Lagarto na gestão de Jerônimo Reis. Em 2004 foi secretário de Saúde de Lagarto, sob o Governo de Zezé Rocha. Em 2007, foi secretário de Agricultura do Estado de Sergipe, na gestão de Marcelo Déda, e em 2015 presidiu a Codise.

Em 2017, ele foi assessor da Secretaria Nacional de Estruturação do Turismo do Ministério do Turismo e em 2018 foi assessor Especial da Presidência Nacional do Sebrae.

Desde 2018, Sérgio Reis trabalhou uma pré-candidatura a prefeito de Lagarto em 2020, mas foi judicialmente interditado. Sérgio tem levantado a tese de apoio do MDB à pré-candidatura de Fábio Mitidieri ao Governo de Sergipe. E avisa: não é uma opção meramente pessoal.

“É, antes de tudo, institucional, porque antes também de levar minha opinião a público, consultei a grande maioria dos prefeitos, deputados e lideranças do partido, sem contar que, aí já é da minha opinião pessoal, conheço o deputado Fábio Mitidieri como pessoa, político, e hoje ele está muito preparado para levar adiante esse processo de mudança de Sergipe que iniciou com o governador Marcelo Déda”, diz.

A Entrevista com Sérgio Reis está bem calibrada e vale o tempo empregado na leitura dela.

Sérgio Reis em dia de romaria eleitoral em 2020: mas o santo não foi forte
TRAÇADO DO MDB PARA 2022
“Já estamos certos de que o MDB vai priorizar as eleições proporcionais do ano que vem, porém devemos caminhar, em segundo plano, neste caso, para indicar um nome para a chapa majoritária. Nosso trabalho será para eleger no mínimo três deputados estaduais e dois federais”


JLPolítica - Qual é o traçado que o senhor imagina para o MDB de Sergipe no ano eleitoral de 2022?
Sérgio Reis -
Nosso trabalho será para eleger no mínimo três deputados estaduais e dois federais. Já estamos certos de que o MDB vai priorizar as eleições proporcionais do ano que vem, porém devemos caminhar, em segundo plano, neste caso, para indicar um nome para a chapa majoritária.

JLPolítica - Sob a sua gestão e de Fábio Reis, o partido tem conseguido que desempenho organizacional em Sergipe?
SR -
Tem conseguido um excelente desempenho. Nas últimas eleições municipais, nós conseguimos um êxito extraordinário. Perdemos apenas para o partido do governador Belivaldo Chagas, PSD, no que se refere ao número de eleitos para prefeitos e vereadores em Sergipe. Hoje o MDB tem um grupo consolidado, uma base bastante sólida. É a segunda força política no Estado de Sergipe.

JLPolítica - Para o senhor, pessoalmente, há algum planejamento de disputa eleitoral para 2022?
SR -
Não. Meu propósito, e já adianto aqui, é o de continuar construindo um caminho para minha candidatura a prefeito de Lagarto em 2024. Nesse momento, e pensando na disputa de 2022, vou continuar ajudando os amigos que irão para a disputa de deputado estadual e focarei na coordenação da campanha pela reeleição do deputado federal Fábio Reis.

Sérgio Reis com a esposa Isabela Reis e as filhas Ana Beatriz Reis e Maria Fernanda Reis
PROJETO DE SER PREFEITO EM 2024
“Meu propósito é o de continuar construindo um caminho para minha candidatura a prefeito de Lagarto em 2024. Nesse momento, e pensando em 2022, vou continuar ajudando os amigos que irão para a disputa de deputado estadual e focarei na coordenação da campanha pela reeleição do deputado federal Fábio Reis”


JLPolítica - Afinal, o que é que pesa judicialmente sobre a sua pessoa pública que lhe tirou da disputa eleitoral de Lagarto em 2020?
SR -
Vou ser o mais objetivo e claro possível: eu tenho um processo que está sendo julgado à revelia, do qual nós questionamos um erro processual e cartorial e que não notificou meu advogado e nem a testemunha. Isso já está sendo discutido no âmbito do STJ, inclusive.

JLPolítica - Se lhe ocorreu um julgamento com perda de prazo, não tem como juridicamente reabrir o processo e promover a devida defesa?
SR -
É exatamente o que nós estamos pedindo ao STF. O processo se encontra instruído e em fase apenas de julgamento, aguardando que o relator coloque em pauta, o que pode ser ainda nesse semestre.

JLPolítica - Na sua análise, qual é a principal razão para Fábio Reis ter perdido a eleição para Hilda Ribeiro com tamanha diferença de votos?
SR -
Ficou claro que as pessoas identificaram que ele teria que continuar como deputado federal, porque é muito atuante e extremamente importante para o município de Lagarto e para Sergipe como um parlamentar. O outro fator foi a mudança de apoio do Grupo Maratá, sem dúvida nenhuma. E, claro, de forma explícita, ainda o abuso do poder econômico por parte do grupo adversário. O abuso da máquina pública. Para citar apenas um exemplo, nos últimos meses antes das eleições mais de 1.400 pessoas haviam sido nomeadas pela prefeita Hilda Ribeiro, que concorria à reeleição. Logo depois do pleito eleitoral, aproximadamente 75% dos contratados foram exonerados. Outra coisa: em se tratando de Lagarto, creio que não podemos afirmar se foi ou não uma grande diferença de votos, pois Lagarto tem 74 mil eleitores, atrás apenas de Aracaju e Socorro, que é região metropolitana da capital.

Sérgio Reis e a interlocução com a comunidade: ele é carismático
RAZÕES DA ELEIÇÃO DE HILDA EM 2020
“O Grupo Maratá estava comigo, na pré-candidatura, e eles entenderam que a saída de Fábio iria ajudar o PT. Ou seja, não queriam que a vaga na Câmara dos Deputados de Fábio fosse preenchida pelo suplente do PT”


JLPolítica - Tem como medir se seria diferente se a candidatura sua fosse mantida?
SR -
Olha, é difícil falar disso com acertos. O Grupo Maratá estava comigo, na pré-candidatura, e eles entenderam que a saída de Fábio iria ajudar o PT. Ou seja, não queriam que a vaga na Câmara dos Deputados de Fábio fosse preenchida pelo suplente do PT.

JLPolítica - Mas o senhor teria uma justificativa plausível para que o seu tio emprestado, o industrial José Augusto Vieira, do Maratá, tivesse optado pela candidatura de Hilda Ribeiro e não pela de Fábio Reis?
SR -
Justamente por isso que falei acima: se Fábio fosse eleito prefeito, entraria no lugar dele como deputado federal Márcio Macedo, do PT. Com certeza esse não era o desejo e nem interesse do Grupo Maratá.

JLPolítica - Na sua análise, qual é o perfil da gestão feita na cidade de Lagarto pelo casal Hilda-Gustinho Ribeiro?
SR -
O casal Hilda-Gustinho Ribeiro faz uma gestão patriarcal, onde os parentes ocupam cargos estratégicos, deixando a gestão em si completamente amadora. É uma administração totalmente voltada para família, sem nenhum tipo de capacidade administrativa que possa gerar desenvolvimento para a nossa cidade.

Sérgio Reis e a produção de orgânicos: nova realidade levada a sério
HILDA-GUSTINHO E A GESTÃO PATRIARCAL
“O casal Hilda-Gustinho Ribeiro faz uma gestão patriarcal, onde os parentes ocupam cargos estratégicos, deixando a gestão em si completamente amadora. É uma administração totalmente voltada para família, sem nenhum tipo de capacidade administrativa que possa gerar desenvolvimento para a nossa cidade”


JLPolítica - O senhor subscreve a fala de Jerônimo Reis, seu pai, segundo a qual a cidade de Lagarto tem sido comandada ultimamente por gestores tapados?
SR -
Eu usaria um outro adjetivo. Certamente, gestores inexperientes e que não têm condições administrativas para uma cidade tão grande e tão complexa quanto Lagarto.

JLPolítica - Mas, afinal, quais seriam as principais demandas do município de Lagarto hoje, e a quem caberia supri-las diretamente?
SR -
As demandas de Lagarto são inúmeras, mas destaco a saúde pública, em que não temos Atenção Básica e onde o número de profissionais do PSF é extremamente pequeno. Quando fui secretário de Saúde em Lagarto, consegui implantar 25 Equipes de Saúde da Família. Nessa época, Lagarto tinha 80 mil habitantes.

JLPolítica - Qual a situação atualmente?
SR -
Hoje a cidade tem 110 mil habitantes e esse número não chega a 15, o que acaba superlotando o Hospital Universitário e prejudicando o atendimento para os mais carentes. Lagarto hoje também não tem uma política agrícola. A agricultura hoje é o centro da economia. O agronegócio tem sustentado nosso país. Lagarto não tem uma gestão que possibilite essa expansão do setor de forma ordenada e os empresários não conseguem e nem têm interesse de investir sem essa segurança vinda da administração municipal. Outra demanda é relacionada ao jovem. Não existe em Lagarto uma política voltada para a geração de empregos para a juventude. Falta incentivo, cursos profissionalizantes, apoio e suporte do poder público em diversas ações sociais, esportivas e culturais para que haja um condicionamento para isso.

Sérgio Reis nasce no dia 18 de agosto de 1974 e já tem uma longa jornada na vida pública
SEM DISSIDÊNCIA ENTRE GOVERNISTAS EM 2022
“Eu acredito que será consensual essa escolha. Na minha opinião, hoje o nome de Fábio Mitidieri é o mais competitivo - sem desmerecer os outros - para ser escolhido pelo grupo e pelo governador agora no mês de setembro”


JLPolítica - E quais seriam as soluções?
SR -
As soluções? Basta ter uma gestão que saiba escolher bem sua equipe, colocando técnicos capacitados, uma gestão com espírito empreendedor e que conheça bem a estrutura pública, com vontade de trabalhar em prol da cidade ao invés de trabalhar em prol de um grupo político.

JLPolítica - O senhor vê o MDB de Sergipe fora do arco de alianças coordenado por Belivaldo Chagas na sucessão do ano que vem?
SR -
Não consigo enxergar isso neste momento - e nem temos nenhum motivo para tanto. Estamos é trabalhando com o intuito de termos mais à frente um nome escolhido pelo governador Belivaldo para que possa continuar este projeto de crescimento que tem dado certo no Estado.

JLPolítica - O senhor acha que entre os nomes relacionados como pré-candidatos pelo grupo governista - Edvaldo Nogueira, Fábio Mitidieri, Laércio Oliveira e Ulices Andrade - haverá consenso ou pode pintar dissidência?
SR -
Eu acredito que será consensual essa escolha. Na minha opinião, hoje o nome de Fábio Mitidieri é o mais competitivo - sem desmerecer os outros - para ser escolhido pelo grupo e pelo governador agora no mês de setembro.

Artur de Oliveira Reis o avô que muito o inspirou e que partiu neste sábado 13 de agosto: parceria numa mesma eleição
APOIO A MARCOS FRANCO PARA VICE
“É um nome que iremos colocar à disposição e que não está morto de forma nenhuma. O de Marcos Franco é um nome consolidado em todo o Estado como empresário, político e como cidadão. Tem sua base política forte e consolidada e conseguiu, apoiando candidatos, eleger diversos aqui no Estado”


JLPolítica - Mas por que o senhor sinaliza essa simpatia pelo projeto de Fábio Mitidieri? É pessoal ou é institucional do MDB?
SR -
É, antes de tudo, institucional, porque antes também de levar minha opinião a público, consultei a grande maioria dos prefeitos, deputados e lideranças do partido, sem contar que, aí já é da minha opinião pessoal, conheço o deputado Fábio Mitidieri como pessoa, político, e hoje ele está muito preparado para levar adiante esse processo de mudança de Sergipe que iniciou com o governador Marcelo Déda.

JLPolítica - Como o senhor viu a vinda de André Moura para o agrupamento governista?
SR -
Eu vi como uma adesão que visa construir e consolidar uma maioria governista no Estado.

JLPolítica - O MDB pretende lançar adiante o nome de Marcos Franco como candidato a vice-governador da chapa governista? Ele não está politicamente meio mortinho?
SR -
Pretendemos, sim. É um nome que iremos colocar à disposição e que não está morto de forma nenhuma. O de Marcos Franco é um nome consolidado em todo o Estado de Sergipe como empresário, político e como cidadão. Tem sua base política forte e consolidada e conseguiu, apoiando candidatos, eleger diversos aqui no Estado. Ele colocando o nome à disposição, terá nosso total apoio.

O bebê Sérgio Reis sob o aconchego do pai Jerônimo de Oliveira Reis
INCENTIVANDO GORETTI A PERMANECER
“Temos a convicção de que Goretti irá se definir nos próximos 30 dias. Eu mesmo a tenho incentivado a continuar na vida pública e, se for o desejo dela, terá todo nosso apoio”


JLPolítica - O MDB perderá os três deputados estaduais que tem na Assembleia - Garibalde Mendonça, Luciano Bispo e Zezinho Guimarães? E daí?
SR -
Dois dos citados já disseram que têm interesse em sair do partido e vamos respeitar a posição de ambos. Mas já temos três nomes que se filiarão ao partido, aguardando apenas a janela eleitoral que se dará no mês de abril.

JLPolítica - A deputada estadual Goreti Reis ainda será candidata do agrupamento Reis?
SR -
Temos a convicção de que Goretti irá se definir nos próximos 30 dias. Eu mesmo a tenho incentivado a continuar na vida pública e, se for o desejo dela, terá todo nosso apoio.

JLPolítica - O senhor consegue visualizar um nome fornido e vistoso para a disputa da única vaga de senador em 2022 por esse grupo?
SR -
Ainda não, mas confesso que simpatizo muito com o nome do deputado federal Laércio Oliveira.

Jerônimo Reis e os filhos Fábio e Sérgio Reis no plenário da Câmara Federal: espaço experimentado por cada um deles
FÁBIO REIS: CONCEITO MELHOR POSSÍVEL
“Fábio cresceu de forma substancial e de maneira rápida também. Ele é atuante, independente, consegue transitar em todos os Ministérios em Brasília com conhecimento de causa, tem um mandato voltado para a cidadania e é o deputado que mais trouxe recursos para Sergipe”


JLPolítica - Qual é o conceito que o senhor tem dos mandatos do seu irmão Fábio Reis como deputado federal?
SR -
O conceito é o melhor possível. Fábio cresceu de forma substancial e de maneira rápida também. Ele é atuante, independente, consegue transitar em todos os Ministérios em Brasília com propriedade, conhecimento de causa, tem um mandato voltado para a cidadania e é o deputado que mais trouxe recursos para Sergipe. É, sem dúvida nenhuma, respeitado em todos os segmentos políticos de Sergipe.

JLPolítica - Haverá espaço para Jackson Barreto e Fábio Reis na disputa por um mandato de deputado federal sob o mesmo teto do MDB ano que vem?
SR -
Sem dúvida nenhuma. Ambos têm serviço prestado e plenas condições de ser eleitos sem conflitos pessoais ou partidários.

JLPolítica - Uma eventual candidatura de Thiago de Joaldo, em Itabaianinha, a deputado federal pode atrapalhar uma reeleição de Fábio Reis?
SR -
Não, de forma nenhuma. Há espaço pra todos, até porque lá em Itabaianinha sempre que tivemos como liderança o ex-prefeito Renildo Santana, que sempre coordenou e nos ajudou a sermos muito bem votados em Itabaianinha e região.

Quatro gerações dos Reis: a patriarca Artur, Sérgio, Jerônimo e o bisneto Artur Reis
DO BELIVALDO NÃO-CANDIDATO EM 2022
“Desde o primeiro momento, Belivaldo disse que o objetivo dela era o de administrar bem o Estado. Colocar na linha e na zona do desenvolvimento. Ele conseguiu. Implementou padrões administrativos e é agora o condutor do processo sucessório. Ele será o comandante e o responsável pela vitória que teremos no próximo ano”


JLPolítica - O senhor acredita que Belivaldo Chagas poderá pegar Jackson Barreto pelo braço e tentar fazê-lo candidato a federal dele?
SR -
Belivaldo Chagas não tem esse perfil. Belivaldo vai ajudar a todos de forma igual. Vai ajudar a quem estiver em seu agrupamento.

JLPolítica - Como o senhor recebeu a declaração de Belivaldo Chagas de que não será candidato a mais nada? Isso desestimula o grupo? Ele cumprirá?
SR -
Desde o primeiro momento, Belivaldo disse que o objetivo dele era o de administrar bem o Estado de Sergipe. Colocar o estado na linha e na zona do desenvolvimento. Ele conseguiu passar por gargalos que impediam pagamento da folha, implementou padrões administrativos e é agora o condutor do processo sucessório. Ele será o comandante e o responsável pela vitória que nós teremos no próximo ano.

JLPolítica - A independência de Danielle Garcia em relação a Alessandro Vieira fortalece o projeto da oposição? Ela representa um nome forte na sucessão estadual?
SR -
Na minha opinião, pela oposição é o nome mais forte para disputar o Senado em condições de igualdade com candidatos da base governista.

Sérgio Reis brincando de poder na infância com o irmão Fábio Reis
UNIVERSO DA EXPORTAÇÃO AGRÍCOLA LOCAL
“Existe um mercado gigantesco aberto. O que nos falta é organização para termos produtos que sejam padronizados e que tenhamos volume para exportar. E temos sim diversos produtos em Sergipe. Limão, tangerina, batata, coco, manga, caju, maracujá, dentre outros”


JLPolítica - O que lhe levou à experimentação de atividades na área agrícola e dos orgânicos? Como é mesmo isso?
SR -
Isso é um sonho antigo, um projeto que surgiu através de uma oportunidade, vinda inclusive durante a pandemia, onde havia uma certa ociosidade e que acabou acontecendo dentro de um espaço em minha residência. Começou como uma válvula de escape, mas que foi se tornando um projeto comercial.

JLPolítica - Quais os espaços para as exportações nessa área? Fora da cana de açúcar e da laranja, tem-se produtos sergipanos suficientes?
SR -
Existe um mercado gigantesco aberto. O que nos falta, nesse momento, é organização para termos produtos que sejam padronizados e que tenhamos volume para exportar. E temos sim diversos produtos em Sergipe. Limão, tangerina, batata, coco, manga, caju, maracujá, dentre outros. A demanda é crescente.

JLPolítica - Qual é o elo entre o senhor e os assentamentos do Incra em Sergipe?
SR -
Essa foi uma grata surpresa. Com a minha maior participação na agricultura, passei a visitar os assentamentos por entender que a agricultura familiar, os pequenos produtores, de forma organizada e consciente, unidos com o mesmo propósito, são a saída para termos ganho de mercado e com isso aumentar o volume e o valor agregado dos produtos agrícolas. Mas isso exige estrutura técnica, conhecimento sobre novas tecnologias e apoio do poder público para que esse projeto no Estado dê certo.

Momento de alta tensão: Sérgio deixa hospital este ano após passar dias internado em virtude da Covid 19
CONFLAGRAÇÃO ENTRE ESQUERDA E DIREITA
“A leitura que faço é a de que isso não é bom para o país. É preciso ter alternativas. Seria importante uma terceira via de dentro para termos mais opções de voto no próximo ano. (Mas) não observei nenhuma ação que pudesse colocar em risco o Estado Democrático de Direito”


JLPolítica - Quando deputado federal, o senhor teve alguma interlocução com o MST de Sergipe?
SR -
Eu tive quando fui secretário de Estado da Agricultura. Sempre busquei associar e trabalhar lado a lado com os pequenos agricultores do Estado. Já tinha uma visão de que eles são fundamentais para alavancar a agricultura em Sergipe

JLPolítica - Qual é a leitura que o senhor faz da tensão na política nacional, com uma quase conflagração entre esquerda e direita?
SR -
A leitura que faço é a de que isso não é bom para o país. É preciso ter alternativas. Seria importante uma terceira via de dentro para termos mais opções de voto no próximo ano.

JLPolítica - O senhor consegue ver em Jair Messias Bolsonaro uma ameaça real ao Estado Democrático de Direito ou essa zoada toda promovida por ele é só farofa?
SR -
Não observei em nenhum momento nenhuma ação que pudesse colocar em risco o Estado Democrático de Direito. Quando se votou nele, votou sabendo dos posicionamentos políticos que ele sempre teve. Ele é de direita, conservador, tem a família e a nação como bandeiras políticas. Ademais, a democracia brasileira está consolidada.

Recentemente, o ex-deputado Sérgio Reis teve um encontro com o ex-presidente Michel Temer em São Paulo
“SOU MAIS DA LIBERDADE DE MERCADO”
“Tenho uma linha mais liberal. Sou a favor do livre mercado e acho que a solução para o país está na economia e na iniciativa privada. Uma linha que se afasta um pouco da do PT, de esquerda, que acredita que o Estado é quem deve tomar todas as ações para ajudar a economia. Um intervencionismo do Estado”


JLPolítica - Afinal, o senhor é ou não é um bolsonarista?
SR -
Eu sou um brasileiro que ama seu país e que torce para ele dar certo.

JLPolítica - O modelo vexaminoso do PT fazer política e gestão pode ser em que grau solução para o Brasil?
SR -
Eu tenho uma linha mais liberal. Sou a favor do livre mercado e acho que a solução para o país está na economia e na iniciativa privada. Ou seja, uma linha que se afasta um pouco da do PT, de esquerda, que acredita que o Estado é quem deve tomar todas as ações para ajudar a economia. Um intervencionismo do Estado. Sou mais da linha da liberdade de mercado.

JLPolítica - O senhor vislumbra, a esta altura, espaço para essa terceira via na eleição nacional de 2022?
SR -
Gostaria muito que isso viesse acontecer, mas acho cada vez mais distante, quase impossível uma união do centro para uma candidatura. Creio que vai polarizar entre direita e esquerda nessas eleições.

JLPolítica - Nas suas redes sociais, o senhor tem falado muito sobre o turismo agrícola. De que forma Sergipe pode ganhar com ele? O que o senhor já viu de potencial nesta área?
SR -
Existe um potencial gigantesco nesse segmento. Ali mesmo no sertão, na bacia leiteira do Alto Sertão, em municípios também como Lagarto, onde temos em alguns assentamentos potenciais para culinária regional, temos rios e trilhas, e temos ainda no sertão a Rota do Cangaço, que entra nessa perspectiva de turismo ligado à terra. Temos Canindé de São Francisco, temos produção de uva, goiaba, artesanato, temos haras - nossas vaquejadas, especificamente em Lagarto temos o Parque das Palmeiras, o Parque Zezé Rocha, os diversos parques e ecoparques, e tudo isso ligado ao segmento agrário e pecuário.


 

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