Yuri Norberto: “Jovens são apáticos ou a política que não os ouve? Estamos convidando-os pra festa da democracia?

Entrevista

Jozailto Lima

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Yuri Norberto: “Jovens são apáticos ou a política que não os ouve? Estamos convidando-os pra festa da democracia?

“A escola não pode abrir mão do protagonismo na formação política dos jovens, ou vamos formar adultos limitados”
18/6/2022 -19h

Provocar o pensamento e a ação política, crítica e reflexiva dos jovens em ensino médio, mas sem nenhuma relação direta com a dogmatização deles. Fazê-los signatários dos temas que lhes interessem e, a partir daí, colher respostas e intervenções na vida real da sociedade e na deles.

Tudo isso pode parecer uma missão impossível, ou para lá de complicadíssima, na seara de uma juventude estudantil. Muito mais impossível ainda em tempos de mídia social, onde a sedução pelo óbvio e pelo ululante nos múltiplos dispositivos salta à flor dos hormônios dessa gente em floração e em desabrocho.

Mas em Sergipe está em curso uma exceção vigorosa e significativa nessa esfera. Em Sergipe está em rota uma ação que mostra que é, sim, possível provocar o pensamento e a ação política, crítica e reflexiva dessa gente jovem. E gerar a partir daí bons frutos.

Trata-se do Atheneu Políticas Públicas - POP -, projeto nascido a partir do entorno e da boa vontade de um despojado professor de Sociologia do velho e (ainda) promissor Centro de Excelência Atheneu Sergipense e sua Escola de Ensino Médio Integral - EMI.

O sujeito responsável por essa iniciativa considerada única e inovadora no Brasil é Yuri Norberto, de 35 anos, professor de Sociologia da casa.

Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe desde 2002, com especialização em Gestão e Organização da Escola, há 10 anos com professor e há quatro no Atheneu, Yuri surfa bem nas ideias de cativância e fomento da juventude.

“O POP é um conjunto de aulas estruturadas que tem o objetivo de levar o tema da política para sala de aula de forma sistematizada e estruturada na linguagem jovem”, diz Yuri Norberto.

“A partir daí os jovens são estimulados a pensar sua realidade, e o protagonismo surge como reação natural. É um projeto que sinaliza para eles que são sujeitos do mundo que estão construindo”, reforça.  
Com todo o cuidado que o tema exige, Yuri Norberto vê a escola como dona de um papel primevo e seminal nesse universo de apontar caminhos para quem se inaugura numa nova consciência.

“A escola não pode abrir mão desse protagonismo na formação política dos jovens, ou vamos formar adultos limitados”, teoriza ele.

Para Yuri Norberto, toda a predicação do POP atenta para uma outra possibilidade sociológica, como a de não admitir e nem acreditar numa possível e eventual apatia da juventude diante das coisas do seu tempo.

“Eu vejo essa apatia de outra forma hoje. Pergunto-me se estamos sabendo formar e lidar com essa juventude. Eles são apáticos ou isso é resultado da política que não os ouve?”, provoca o professor.

“Formar jovens dá trabalho, eu sei disso. Mas estamos dando o melhor de nós para a compreensão deles? Estamos convidando-os para a festa da democracia? Outra coisa: ao invés de culpa, prefiro falar em responsabilização. Então estamos responsabilizando-os também de forma correta e pedagógica sobre seus erros para que aprendam de forma consciente?”, completa.

E o bom de tudo é que o POP tem se evadido para além das teorias e invadido as terras das boas práticas. Em ano de eleição, ele tem misturado candidatos ao Governo de Sergipe, ao Senado, às casas Legislativas e os estudantes do Ensino Médio Integral - EMI - para debater realidades e propostas.

O resultado tem sido acalorado. Positivo. “O POP teve dois meses de planejamento e contei com ajuda de técnicos da Escola Nacional de Administração Pública. Tinha gente em Salvador, Brasília e eu aqui conversando sobre como desenhar o projeto”, diz Yuri.

“As primeiras propostas já estão me impressionando e vem na linha de combate ao desperdício de alimentos. Em breve Sergipe vai ficar surpreso com qualidade desses jovens e de suas propostas”, diz.

Professor Yuri Norberto Pereira Silva em aulão pelo Pré-Vestibular da Seed em pleno Estádio Lourival Batista: uma atitude pop-star
Yuri Norberto, num instante turístico, fazendo reverência e pose pro Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

JLPolítica - A que se propõe o Atheneu Políticas Públicas - POP? O que é que ele idealiza ou sinaliza para o protagonismo juvenil na esfera estudantil?
Yuri Norberto Pereira Silva -
O POP é um conjunto de aulas estruturadas que tem o objetivo de levar o tema da política para sala de aula de forma sistematizada e estruturada na linguagem jovem. A partir daí os jovens são estimulados a pensar sua realidade, e o protagonismo surge como reação natural. É um projeto que sinaliza para eles que são sujeitos do mundo que estão construindo.  


JLPolítica - Uma das letras de Noel diz que “não se aprende samba no colégio”. Mas se aprende a boa política?
YNPS -
Aprende-se, com toda certeza. Escola é um espaço genuinamente político. No nosso caso, são 40 jovens que convivem por 9h na escola de tempo integral na qual atuo. São pessoas de diferentes origens e visão de mundo que eles não escolhem viver. O que é isso se não uma mini sociedade? Então por que não aproveitar esse lugar para falar de política, da boa política, a que visa a resolução de problemas, convergências, tolerância, diversidade?  

Alex Melo, o ex-aluno que provocou em Yuri Norberto a necessidade do debate que deu na origem do POP. Aqui, ele com a pré-candidata a senadora Danielle Garcia

JLPolítica - O que foi que deu o estalo para a construção do POP?
YNPS -
Um ex-aluno, o Alex Melo,me provocou perguntado porque eu não levava para sala de aula o que conversávamos nos corredores, porque nas rodas de conversas entre eles temas como aborto, saúde, educação eram constantes, mas ele tinha muita dúvida sobre como as coisas funcionavam. Aí percebi uma coisa: nós adultos falamos de política de adulto para adultos com termos técnicos. Ninguém se preocupara em falar na linguagem jovem sobre o assunto que fosse entendido por eles. E esse é o centro do POP: fazer com eles e para eles.


JLPolítica - O senhor acha que uma nova consciência política da juventude pode nascer assim meio que de laboratório, ou ela deve vir de algo mais espontâneo?
YNPS -
Acredito nos dois movimentos e até em mais formas de consciência política. A escola pode e deve ser mais um desses espaços de conscientização, em especial a de tempo integral, porque desde a sua modelagem abriga essa possibilidade. Saber de quem é a responsabilidade do transporte urbano em minha cidade, o que é e como acessar uma Ouvidoria, como posso propor coisas para minha cidade por meio de projetos de lei são temas que norteiam o POP. Na medida em que tenho consciência de como as coisas funcionam, tomo atitude de entender que sou parte desse processo.

 

O POP, A NATURALIDADE E O PROTAGONISMO JOVEM
“O POP é um conjunto de aulas estruturadas que tem o objetivo de levar o tema da política para sala de aula de forma sistematizada e estruturada na linguagem jovem. A partir daí os jovens são estimulados a pensar sua realidade, e o protagonismo surge como reação natural”

Equipe de alunos do POP que roteirizou, gravou e editou entrevista com Josué Modesto dos Passos Subrinho, secretário de Estado da Educação de Sergipe

JLPolítica - Neste curto período de existência do POP, o senhor consegue identificar jovens com perspectivas promissoras na compreensão do que seja a política?
YNPS -
Sim, e todos que estavam fora de movimentos estudantis. Há uma nova juventude surgindo aí, que é muito mais engajada e que não se satisfaz com as formas tradicionais da política. A gente só precisa saber acessar o jovem e entender que não se deve nunca subestimar nem superestimar eles. Quem com 15 anos estava pronto? Então não é cobrar perfeição deles, mas se colocar em pacto de geração mesmo. Ensinar para eles na linguagem que eles entendam e aí eles tomam uma consciência que impressiona

JLPolítica - O senhor acha que, no geral e na média, a escola se desgarrou da importância da formação política para os jovens a partir dela?
YNPS -
A saída de OSPB - Organização Social e Política Brasileira - como disciplina na educação básica tem um contexto e compreendo. Mas jogamos fora a água da bacia junto com bebê e nos anos 80/90 até tivemos um movimento político forte em escolas, mas não soubemos enquanto educação absorver esse movimento com intencionalidade pedagógica. Acho que perdemos uma grande oportunidade. Também não acho relevante quando ouço que Constituição deve ser uma matéria. Isso não resolve. A escola tem seu papel na formação política. Está na LDB: a finalidade da educação é também preparar para o exercício da cidadania, mas isso precisa de planejamento.  

A estudante Renata Aragão recebe o deputado federal e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Fábio Mitidieri, PSD, em uma sabatina

JLPolítica - Afinal, qual é mesmo a importância da educação política nas escolas?
YNPS -
Lido com jovens que estão em formação. Então educação política vai desde como falar e ensinar um jovem a respeitar seu colega, obedecer a uma fila de almoço a saber de quem é a responsabilidade pela merenda servida para eles. Eu vou dá um exemplo: qual veículo de comunicação se preocupa em falar da guerra na Ucrânia e seus impactos de forma que os jovens entendam? Nenhum. E foi na escola que eles tiveram essa oportunidade de entender de forma clara, com linguagem acessível, problemas que são complexos. A escola não pode abrir mão desse protagonismo na formação política dos jovens, ou vamos formar adultos limitados.

JLPolítica - E não há aí o perigo de a formação ideológica do professor preponderar sobre o estudante? E se o mestre for um direitista com inclinação fascista?
YNPS -
Eu nunca tive problemas com isso. Aliás, por várias vezes chamo os estudantes, tanto de direita quanto de esquerda, para participarem da aula. Eles habitam um mundo na internet que chamamos de bolha. Lá eles se alimentam sempre das mesmas verdades, sejam as de esquerda ou as direita. A escola pode e deve trazer esses alunos para a luz e colocar um frente a frente com outro até para que testem seus argumentos, e nisso o professor não deve intervir. A democracia é sempre o melhor remédio para intolerância, e ressalto sempre com eles que metade do mundo vive em regimes não democráticos. Então precisamos usar e abusar da democracia para que não reste dúvida de sua beleza e potência.  

 

O POP PARA ABRIR OS CAMINHOS
A escola pode e deve ser mais um desses espaços de conscientização, em especial a de tempo integral, porque desde a sua modelagem abriga essa possibilidade. Saber de quem é a responsabilidade do transporte urbano em minha cidade, o que é e como acessar uma Ouvidoria, como posso propor coisas para minha cidade por meio de projetos de lei são temas que norteiam o POP”

Orientada por Yuri Norberto, estudante Lenice Ramos apresenta ao presidente da Alese, Luciano Bispo, proposta de lei de combate à pobreza na esfera menstrual

JLPolítica - Olhando a partir de uma escola de Ensino Médio Integral, como é o Centro de Excelência Atheneu Sergipense, qual é a temática que mais mobiliza a juventude?
YNPS -
Há um mês fiz um exercício que chamamos de Mapa da Empatia e foi espetacular para conhece quais dores tocam essa galera. Isso só foi possível por causa da realidade da escola em tempo integral, porque aqui professor e alunos ocupam a escola o dia todo, e isso faz diferença. Nesse exercício, por exemplo, percebi que temos como causas LGBTs, animais, meio ambiente, saúde mental como temas que tocam eles e fazem com que eles se mobilizem, principalmente nas redes sociais.

JLPolítica - O senhor teria uma justificativa plausível para a existência de uma certa apatia política e ideológica da juventude? Ou o senhor desconsidera essa apatia?  
YNPS -
Eu vejo essa apatia de outra forma hoje. Pergunto-me se estamos sabendo formar e lidar com essa juventude. Eles são apáticos ou isso é resultado da política que não os ouve? Sabe aquela música de Cazuza, cujo verso diz que “Não me convidaram pata essa festa pobre que os homens armaram para me convencer?”. Formar jovens dá trabalho, eu sei disso. Mas estamos dando o melhor de nós para a compreensão deles? Estamos convidando-os para a festa da democracia? Outra coisa: ao invés de culpa, eu prefiro falar em responsabilização. Então estamos responsabilizando-os também de forma correta e pedagógica sobre seus erros para que aprendam de forma consciente?

A estudante Lenice Ramos recebe a vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, para um debate sobre políticas públicas voltadas à infância

JLPolítica - O senhor acha que a noção de apatia que a sociedade brasileira em geral passa perante a atividade política tem outra tonalidade entre a juventude?
YNPS -
Eles acham que política é coisa de velho. E tem lógica, afinal qual partido colocou jovem em posição de liderança? Observe qualquer foto de lançamento de candidatura e vai se ver “homens, brancos, de meia idade, heterossexuais” em maioria. Não seria normal eu jovem entender que isso não é para mim? Em que lugar eles aprendem que é na política que resolvemos nossos maiores problemas enquanto sociedade? Apatia seria sintoma ou consequência de não falarmos de educação política de forma qualificada?


JLPolítica - Qual tem sido a recepção desses jovens estudantes ao projeto do POP e ao consequente debate das realidades políticas sergipana e nacional?
YNPS -
Hoje eles estão em várias frentes. Tenho alunos discutindo saúde, meio ambiente, empreendedorismo jovem, educação, comunicação. Isso em quatro meses de POP. Então vejo eles muito mais empolgados e agora conhecedores sobre essas realidades. A melhor forma de controlar as pessoas é limitando seu conhecimento, mas quando o POP promove esse conhecimento eles desabrocham e se movimentam para intervir e entender a sociedade em quem vivem.

 

PRESTAR A ATENÇÃO NA INTERLOCUÇÃO JOVEM
“Lido com jovens que estão em formação. Então educação política vai desde como falar e ensinar um jovem a respeitar seu colega, obedecer a uma fila de almoço a saber de quem é a responsabilidade pela merenda servida para eles. Eu vou dá um exemplo: qual veículo de comunicação se preocupa em falar da guerra na Ucrânia e seus impactos de forma que os jovens entendam? Nenhum”

Yuri Norberto, com alunos durante o Atheneu ONU - outra simulação de discussão da América Latina na Organização das Nações Unidas

JLPolítica - Até onde as práticas do POP perpassam e ajudam na mediação da educação mesma em si?
YNPS -
Eu trabalho com aprendizagem baseada em projetos e problemas. Gosto da mão na massa, e esse é o futuro da educação. Isso possibilita aos alunos terem plena consciência de todo o processo de aprendizagem. Ele se apropria das habilidades do conhecimento na medida em que compreende seus fatores históricos e aplicam no presente. Assim a Educação ganha outra vida, outro contorno.

JLPolítica - Qual seria a explicação para a baixíssima quantidade de jovens entre 16 e 18 anos com acesso ao título de eleitor?
YNPS -
Bora pensar junto, segundo a premissa deles: não me explicam como política impacta minha vida. Não me informam como as decisões políticas me afetam. Não vejo um igual a mim em cargos de relevância política. Falam sempre que política é coisa de ladrão. Quem com 15 anos vai querer votar nesse contexto? A solução para isso é um conjunto de ações e passa por experiências como a do POP.

Yuri Norberto, a professora Gilvânia, diretora de Educação da SEED Aracaju, e Daniel Lemos, diretor do Atheneu: unidos pelas boas ideias

JLPolítica - Usar a escola como lugar de superação da polarização política não é algo complicado, no sentido de que é da natureza da política o polarizar-se?
YNPS -
Polarização não por excelência da política. Qual projeto de lei que você conhece que foi aprovado sem que houvesse necessidade de concessões e ponderações? Parafraseando o poeta, “a vida (política) é a arte do encontro, embora nela haja tanto desencontro”. A política em si se resolve pela convergência, e isso não implica em apagar polarização, mas sim em não se alimentar dela, e a escola precisa apender a lidar com diferenças para caminhar para convergência.


JLPolítica - O senhor acha que os jovens têm noção dos limites entre esquerda e direita a partir de suas realidades estudantis?
YNPS -
Talvez nem os políticos tenham essa noção em exatidão. É uma definição complexa até para a academia, e não será um jovem de 16 anos a ter isso resolvido em uma cabeça que borbulha sentimentos e emoções. Esse processo de maturação política leva um tempo. Eles têm uma noção clara de Estado, de livre iniciativa, impostos e suas modulações na vida cotidiana deles e consequentemente escolhem se desejam mais ou menos Estado, por exemplo.

 

“ESTAMOS CONVIDANDO-OS PARA A FESTA DA DEMOCRACIA?”
“Formar jovens dá trabalho, eu sei disso. Mas estamos dando o melhor de nós para a compreensão deles? Estamos convidando-os para a festa da democracia? Outra coisa: ao invés de culpa, eu prefiro falar em responsabilização. Então estamos responsabilizando-os também de forma correta e pedagógica sobre seus erros para que aprendam de forma consciente?”

Yuri Norberto sob o manto de Artur Bispo do Rosário: sensibilidade e arte captadas pelos alunos que o confeccionaram

JLPolítica - E entre direita e esquerda, é possível medir para que lado tende a juventude estudantil hoje, pelo menos a do Centro de Excelência Atheneu Sergipense com a qual o senhor se relaciona?
YNPS -
Há uma predominância para o que chamamos de esquerda, embora em número expressivo há alunos que se vinculam às ideias conservadoras/liberal. Meu esforço é mostrar para eles que há temas que precisam ser bandeira de todos. Não se pode admitir que Direitos Humanos fiquem restritos a um grupo. É uma bandeira civilizatória.

JLPolítica - Para o senhor, entre os pensamentos de direita e de esquerda, com quem está a verdadeira noção de justeza e de equilíbrio social? Ou essas justeza e equilíbrio independem de lado ideológico?
YNPS -
Eu acredito que da mesma forma que hoje nos envergonhamos enquanto sociedade do processo de escravização dos negros em nossos país, em algum momento vamos nos envergonhar do tamanho de nossa desigualdade. E por isso justiça social deve ser um tema para todos. Vejo por exemplo que a direita hoje começou a entender a importância de programas de distribuição de renda, e isso é um avanço. É educação política. Eu trabalhei na Assistência Social como estagiário quando Eliane Aquino era secretária e pude aprender na prática sobre proteção social. Superação da pobreza é uma política de Estado e não deve ter um dono.

Olha a festa aê: Yuri Norberto comemora o primeiro lugar geral do Atheneu no Idese - Índice de Desempenho Escolar em Sergipe

JLPolítica - Desses encontros que o senhor promoveu entre os membros do POP e os pré-candidatos a diversos mandatos nas eleições deste ano, saiu alguma proposta consistente a plausível da parte dos estudantes?
YNPS -
O POP teve dois meses de planejamento e contei com ajuda de técnicos da Enap - Escola Nacional de Administração Pública. Tinha gente em Salvador, Brasília e eu aqui conversando sobre como desenhar o projeto. Depois foram três meses de aula e agora vamos entrar na fase de construção de propostas. As primeiras propostas já estão me impressionando e vem na linha de combate ao desperdício de alimentos. Em breve Sergipe vai ficar surpreso com qualidade desses jovens e de suas propostas.


JLPolítica - O senhor acha que o modelo de debate produzido pelo POP pode ser aplicado em qualquer escola pública que não seja uma de tempo integral?
YNPS -
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Mas o diferencial de uma escola de tempo integral faz toda diferença. Acompanhar todo processo é algo essencial. Ter professor e aluno o dia todo na mesma escola é um ponto central do projeto.   

 

A PRAXIS COMO PAVIMENTADORA DE CAMNHOS
“Eu trabalho com aprendizagem baseada em projetos e problemas. Gosto da mão na massa, e esse é o futuro da educação. Isso possibilita aos alunos terem plena consciência de todo o processo de aprendizagem. Ele se apropria das habilidades do conhecimento na medida em que compreende seus fatores históricos e aplicam no presente”

Ato de lançamento do POP com a participação de todos os pré-candidatos ao Governo de Sergipe: uma acolhida 100%

JLPolítica - O POP tem a chancela e a aprovação da Secretaria de Estado da Educação?
YNPS -
Tem sim. Inclusive esses dias os alunos recebem o secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho no POP. O nosso mote é estudar, dominar a teoria, compor, propor, indicar melhorias, e isso foi percebido de forma republicana pela Seduc.  


JLPolítica - Como o senhor se sente tocando esse projeto?
YNPS -
Educação pública deve ser o maior patrimônio de nossa sociedade. Eu sou servidor público por opção, tenho consciência da natureza pública do cargo que ocupo e por isso me sinto com a sensação de dever cumprido. 

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