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Por Ascom do Município | 18 de Set de 2020, 12h14
Serviço de Apoio Psicológico Remoto da Saúde de Aracaju continua disponível
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Agora, o atendimento remoto ofertado à população segue disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h

Em virtude da diminuição de casos e mortes pela covid-19 no município, as consultas presenciais com os psicólogos das Referências de Saúde Mental na Atenção Básica foram retomadas em 1º de setembro. No entanto, o Serviço de Apoio Psicológico Remoto, implantado pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em abril deste ano, continua sendo ofertado a partir da central telefônica 0800 7293534, que já atendeu a mais de três mil pessoas.
 
Agora, o atendimento remoto ofertado à população segue disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, como explica a Apoiadora Institucional da Rede de Atenção Psicossocial, Mairla Machado Protázio.

“O atendimento presencial retornou logo no início do mês. Neste caso, a pessoa deve se dirigir à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa e lá será marcado. Mesmo com o retorno presencial, o Serviço de Apoio Psicológico Remoto, implantado desde abril em virtude da pandemia, continua funcionando, só que agora de segunda a sexta, e não mais de segunda a sábado. A gente percebeu que nos sábados deu uma diminuída no número de atendimento e procura da população. Fizemos um estudo e percebemos que os sábados estavam com frequência cada vez menor e que a equipe estava dando conta de receber as ligações ao longo da semana. Mas o horário continua o mesmo: das 8h às 20h. Temos equipes de psicólogos de forma contínua, fazendo esses atendimentos por telefone”, afirma Mairla Protázio.

Atenção especial
De acordo com Mairla, dos mais de três mil aracajuanos que já foram atendidos nesse período, 42 deles são pessoas que tentaram ou têm pensamentos suicida. Nestes casos, as equipes de psicólogos dão uma atenção especial, inclusive, ligando para esses pacientes.

“Hoje temos priorizado fazer ligações para pessoas que precisam de monitoramento, de atenção alongada, como as que tentaram suicídio ou que têm intenções suicidas, pessoas estão sendo monitoradas por telefone para receber apoio psicológico contínuo, sempre com todo sigilo”, conta a apoiadora, ao destacar que, no momento, existem 12 pessoas que apresentam comportamento suicida sendo monitoradas por telefone.

Sintomas mais relatados
Além dos fatores estressantes associados à pandemia de covid-19, as principais queixas da população quando conversam com os psicólogos são angústia, medo e ansiedade, sensações inatas ao ser humano, mas que têm sido relatadas frequentemente por quem busca o atendimento.

“Os termos que a nossa equipe mais identifica nos atendimentos são angústia, medo e ansiedade. São as queixas e os sintomas que mais aparecem e que estão sendo acompanhadas por nossas equipes", destaca Mairla.

Parceria com o MonitorAju
O Serviço de Apoio Psicológico Remoto atua em parceria com o MonitorAju, serviço telefônico e online no qual os aracajuanos podem consultar informações e esclarecer dúvidas sobres o novo coronavírus e os quadros suspeitos da doença.

“A gente também faz o monitoramento de pessoas que estão suspeitas ou confirmadas de covid-19, então, o MonitorAju cruza os dados conosco, nos passam as pessoas que estão com suspeitas ou confirmações e aí a gente atua para fazer um suporte emocional dessa pessoa. É um trabalho diferente do MonitorAju, porque ele faz um monitoramento emocional por causa do isolamento, da solidão, entre outros”, sublinha.

Importância
Na avaliação da apoiadora, o serviço remoto é essencial. “Na época da implantação do Serviço, nos baseamos nas evidências que tínhamos sobre isso e também na recomendação da Organização Mundial de Saúde. Em momentos de pandemia e de crise sanitária, é de extrema importância criar dispositivos de apoio à saúde mental da população, para que se dê um suporte no momento da pandemia, mas principalmente no pós-pandemia, porque os efeitos emocionais a médio e longo prazo são significativos. Consideramos a saúde mental como serviço essencial. Quem tem sofrimento mental não pode deixar de ser atendido. O serviço de apoio psicológico foi mais uma opção de forma rápida e de acesso prático. Ficamos felizes pela continuidade dele”, conclui.

 

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