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Por Portal Infonet | 29 de Nov de 2017, 12h13
Vereadores da situação criticam CPI na saúde
O vereador Isac Silveira é o autor da propositura e rebateu as criticas dos colegas
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Vereadores da situação criticam CPI na saúde

Instauração da CPI da saúde repercute na Câmara de Vereadores (Fotos: Portal Infonet)

Na Câmara de Vereadores, durante a sessão desta terça-feira, 28, alguns parlamentares da base aliada do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) criticaram a iniciativa do colega Isac Silveira (PC do B), de colher assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI - a fim de apurar as desavenças entre Prefeitura de Aracaju e Hospital de Cirurgia.

O vereador Carlito Alves (PRB) reclamou e questionou as razões para o pedido de CPI. “Não entendo. Não sei se é algo particular, se está inconformado com o prefeito ou se realmente é por causa da saúde. De uma coisa eu tenho certeza: não é o momento. Na CPI do lixo, ele [Isaac] votou contra, que foi muito mais grave, e foi criada pela oposição. Agora, sendo da situação, do mesmo partido do prefeito, vem criar uma CPI da saúde. Não sei por que não houve conversa antes”, comentou.

O vereador acredita que conversas internas na própria Câmara e com o Poder Executivo seriam o melhor caminho para solucionar o caso.

O líder situacionista, Antônio Bittencourt (PC do B), também vê no diálogo a alternativa mais eficaz. “A CPI é um recurso extremo que a Casa Legislativa pode utilizar. Precisamos vencer etapas antes disso. Acho que seria razoável construir de modo cognitivo. Não foi dessa forma, mas o parlamento é da diversidade de ideias, e vamos tratar com equilíbrio e respeito”.

O vereador Isac Silveira, autor da propositura, rebateu as criticas. “É aquilo que dizem: o uso do cachimbo deixa a boca torta. Nos acostumamos a ver aqui vereadores como correia de transmissão daquele que está no poder. Eu não faço essa figura. Estou aqui para exercer a cidadania e o mandato que o povo deu. É justo que seja analisada. Se o parlamento entendesse que a CPI não era coerente, não assinaria o requerimento. 13 assinaram, inclusive colegas da situação. A lógica é salvar vidas o mais rápido possível”, argumentou.

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