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Por FAN FM | 15 de Jan de 2018, 20h03
Em protesto, motociclistas vão abastecer R$ 1 e pedir nota fiscal
Prometem ato para baixar preço de combustíveis
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Segundo os organizadores do ato, a concentração será no estacionamento do Parque da Sementeira,

Três grupos organizados de motociclistas prometem realizar amanhã, 16, em Aracaju (SE), um ato de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. A ideia é ir à noite a um posto de combustíveis e abastecer R$ 1 com pedido de nota fiscal. Na avaliação do empresário Sandro de Miro, da rede de postos Presidente, a manifestação é legítima, mas ineficaz.

Segundo os organizadores do ato, a concentração será no estacionamento do Parque da Sementeira, zona Sul da capital. De lá, eles seguem para abastecer R$ 1,00 no posto BR, na avenida Beira Mar, em frente ao Iate Clube. A ordem é abastecer e pedir a Nota Fiscal.

Para Sandro de Miro, o ato é legítimo diante dos aumentos nos preços dos combustíveis, mas, disse ele, ‘os postos são tão vítimas quanto os consumidores”, falou.

De julho de 2017 a janeiro deste ano, houve uma variação no preço de distribuidora de 28%. Já para o consumidor, essa variação para o mesmo período, ficou em 20,66. “As vendas estão caindo assustadoramente”, disse.

Queda nas vendas – Ele explicou que a nova política de preços da Petrobras, adotado a partir de julho do ano passado, tem massacrado os donos de postos que, para não repassar na integralidade para o consumidor, estão amargando sérios prejuízos.

Entre 2016 e 2017, a queda no volume de vendas chega a 10%, segundo o empresário. Em janeiro, a perda já chega a 15%, se comparado ao mesmo período de 2017

Tumulto – Para Sandro de Miro, a forma da manifestação a ser adotada amanhã, além de não trazer resultados práticos, só irá provocar tumultos nos postos e estresse nos motoristas e, principalmente, nos frentistas.

“Essa manifestação tem que acontecer nas ruas do Brasil com aqueles que bateram panelas. É preciso que voltem às ruas para pedir uma nova política de preços que acabe com os altos preços dos combustíveis, dos botijões de gás”, opinou.