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Por JLPolitica | 28 de Dez de 2017, 08h38
Ezequiel: “querem esconder o caos da gestão em Capela com vitimismo”
\"Quem tiver alguma dúvida sobre o que acontece em Capela que se dê o trabalho de visitar o município\", recomenda o ex-prefeito da cidade
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Ezequiel: Capela vive caos

O ex-prefeito de Capela, Ezequiel Leite (PR), estranhou a nota emitida pela prefeita Silvany Sukita (PODEMOS) contestando a informação sobre o pagamento do 13º salário do funcionalismo. Segundo o ex-gestor, a grande verdade que a imprensa e a opinião pública do Estado precisam tomar conhecimento é que a população de Capela hoje sofre, e muito, com uma série de problemas que não são efetivamente resolvidos pela atual gestão e que os responsáveis querem esconder o caos com vitimismo.

“Não vi nota alguma de sindicato ou dos servidores. O que vi foi uma nota relatando um comentário postado em rede social. Também não entendi essa coisa de que comissionados e contratados não têm direito a 13º salário! A verdade que tentam negar é que eu deixei a prefeitura no final de 2016 com os salários em dia, com o 13º em dia, com os fornecedores com os pagamentos regularizados. Isso é gestão! Essa gestão atual é uma farsa desde a posse da prefeita, quando tentaram armar para mim, com aqueles documentos na prefeitura. Isso sim foi um vexame para eles”, rebateu o ex-prefeito.

Ezequiel Leite diz que quem tiver alguma dúvida sobre o que acontece em Capela que se dê o trabalho de visitar o município. “Só neste segundo semestre nós vimos faltar água em pleno inverno, os salários atrasarem, os contratados atuarem em regime de trabalho voluntário, sem contar mais de 300 demissões de comissionados que deixaram a folha inchada por demais. Perderam o controle das finanças, gastaram demais no São Pedro e agora precisam fechar a conta antes do final do ano. O dinheiro não circula na cidade com tanto desemprego e quem sente os efeitos do caos é o comércio local”.

Ezequiel também estranha que a prefeita do município raramente se manifesta para defender sua gestão. “Quando se tem uma entrevista no rádio, cria-se aquela expectativa na cidade para ver o que a gestora vai falar, se vai trazer uma boa notícia, mas aí quem vai falar pela prefeitura é o marido da prefeita, uma pessoa sem credibilidade, que se faz de vítima o tempo todo. Eu não sou professor, mas se a prefeita quiser aprender, comece pagando o funcionalismo em dia. A segunda lição é ter zelo com o dinheiro público, para depois não responder a processos por improbidade administrativa. Querem esconder o caos com vitimismo”.

Por fim, o ex-prefeito disse que não tem o histórico de corrupção. “Eu deito, durmo e acordo sem qualquer preocupação porque eu fiz e faço da política um meio de transformação social. Onde tentei ajudar as pessoas, deixar minha marca. Tudo o que tenho, tudo o que construí foi fruto do meu trabalho. Jamais tive a polícia batendo na minha porta para me questionar sobre qualquer irregularidade. Tenho a dignidade de entrar e sair de qualquer agência do Banese sem levantar qualquer suspeição”.