CRISE HÍDRICA
Por Assessoria de Comunicação | 22 de Set de 2017, 17h20
Machado: \"Governador precisa falar mais alto, porque ninguém ouviu grito pelo Velho Chico\"
para Machado, o governador precisa tomar providências de proporções semelhantes às que a constante redução da vazão do São Francisco e sua morte anunciada poderão causar ao Estado
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Ex-deputado criticou inércia da classe poítica na busca por soluções efetivas (Foto: arquivo pessoal)

Há uma semana, governadores de Estados do Nordeste foram convidados para uma reunião intitulada de "Grito pelo Velho Chico", da qual participariam os gestores da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas, mas que contou apenas com a presença do governador sergipano Jackson Barreto e do alagoano, Renan Filho - talvez por serem os Estados mais afetados pela seca. 

No entanto, para o ex-deputado federal José Carlos Machado, a ação não surtiu o efeito esperado. "Penso que os governadores, especialmente os de Sergipe e Alagoas, que são os Estados mais afetados pela seca do Rio, precisam gritar mais alto, porque nem a população nem a classe política ouviram", alerta Machado.

Ou seja, para Machado, o governador precisa tomar providências de proporções semelhantes às que a constante redução da vazão do São Francisco e sua morte anunciada poderão causar ao Estado. "Sergipe precisa muito desse Rio. É um dos patrimônios mais importantes que temos e não podemos perdê-lo", diz Machado.

Por isso, ele sugere que a bancada sergipana se una em prol de soluções a curto, médio e longo prazos. "O fim da redução da vazão é uma delas, pois se continuar reduzindo, vai faltar água para, pelo menos, a metade da população sergipana", ressalta. 

"A classe política de Sergipe tem que se unir e pedir apoio ao Governo Federal, à Codevasf, e a quem puder ajudar", acrescenta Machado, lembrando que a situação seria ainda pior se o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não tivesse emprestado equipamentos usados para a captação de água.