SSP
Por SSP-SE | 31 de Dez de 2017, 14h10
Mais de 3,7 mil foram encaminhados para presídios em 2017
Houve um aumento de 15,5% em relação ao ano passado
Compartilhar

Vivaldy: avanços em 2017

A Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim) e o Departamento do Sistema Prisional (Desipe) divulgaram nesta sexta-feira, 30, os números de prisões em 2017. Fazendo uma comparação com o mesmo período do ano passado, de janeiro a novembro, houve um aumento de 15,5%.

Em 2016, 3.256 indivíduos foram presos, sendo 2.055 novatos e 1.188 reincidentes. Já este ano, deram entrada 3.762 pessoas no sistema carcerário sergipano, com um aumento de 11,4% nas entradas primárias, totalizando 2.290, e um crescimento de 9,6% em reincidentes com novos delitos, o equivalente a 1.302 presos.  

Tenente coronel e Comandante do Policiamento Militar da Capital, Vivaldy Cabral comentou sobre as ações da PM que foram fundamentais para que o número de prisões tenha crescido em relação a 2016.

"Este foi o ano que a PM realizou diversas ações, entre operações policiais e abordagens à pessoas e veículos, sobretudo em ônibus, e isso resultou em várias prisões com a apreensão de armas de fogo e drogas. Com isso, houve esse aumento em relação ao ano passado. Tivemos vários termos circunstanciados que foram lavrados em virtude de flagrantes de crimes de menor potencial ofensivo como perturbação de sossego (som alto), posse de drogas e desacatos. Nas operações, conseguimos recuperar também carros e motos que haviam sido roubados. Vamos continuar com essas operações nas zonas Norte e Sul de Aracaju, bem como na região metropolitana, para diminuir ainda mais o número de ocorrências em 2018", afirmou o tenente coronel.

Quando demonstrativo divulgado pela SSP-SE

O delegado e diretor do Coordenadoria Geral de Inteligência da SSP (Cogesisp), Inephânio Cardoso, falou em especial sobre o perfil e crescimento no número de reincidentes. É no setor de inteligência que é feita uma análise dos principais grupos criminosos que atuam em Sergipe.

"Da população carcerária no estado, a maioria dos presos está enquadrada na lei de tráfico de entorpecentes, também por roubos e outros crimes contra o patrimônio. A reincidência acaba se tornando comum, infelizmente, pelo curto tempo de pena que os internos são ordenados a cumprir. Esses números são referentes apenas aos casos em que há encaminhamentos para o sistema prisional. Ou seja, nesse montante, não estão prisões em flagrante com fianças arbitradas pela autoridade policial, prisões com a concessão de liberdade antes do encaminhamento para os presídios e demais casos", destacou Inephânio Cardoso.