PRESÍDIO
Por Diário do Poder | 03 de Jan de 2018, 21h13
Presidente da OAB-SE alerta que Copemcan é uma bomba relógio
E, segundo ele, a situação continua cada vez mais alarmante
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OAB preocupada com sistema presidiário

“O Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em Sao Cristóvão, município vizinho de Aracaju (SE), é uma bomba relógio e a qualquer momento pode haver uma rebelião”. O alerta é do presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade que há mais de um ano vem alertando as autoridades para a situação caótica do sistema prisional em seu estado.

E, segundo ele, a situação continua cada vez mais alarmante. “Em Sao Cristóvão, quarta cidade mais antiga do Brasil, a situação calamitosa: absurda superlotação, nefasta degradação humana e absoluto controle do sistema prisional pelas facções criminosas. No entanto, nunca se gastou tanto em construção e manutenção de penitenciárias. Hoje um detento é mais caro que um estudante e no Brasil se edifica mais presídios do que escolas".

Vendo as imagens de um presídio em Goiás onde morreram vários detentos, Clay ressalta que os governos gastam muito dinheiro  para alimentar a escola do crime organizado, pois nos presídios, ao invés de passarem por um processo de ressocialização, os presos, submetidos a condições desumanas e degradantes, aprendem a lei da sobrevivência no submundo do crime: a brutalidade com requintes de crueldade como demonstração de força e poder. 'Está tudo errado. Esse sistema é ultrapassado e falido'.

Clay destaca. "E a quem interessa manter esse modelo prisional com gastos mensais de bilhões de reais? Interessa ao crime organizado e aos corruptos do colarinho branco, todos marginais de alta periculosidade. O estado brasileiro precisa urgentemente de nova e moderna política criminal, senão continuaremos vivendo em situações dantescas e em violência galopante e cada vez mais tenebrosa.”