Congresso
Por Terra | 01 de Fev de 2021, 20h25
Aliado de Bolsonaro, Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado
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Pacheco: “Vamos criar uma sociedade justa e livre, livre de preconceitos”

Em uma sessão presencial em meio à pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 nesta segunda-feira (1º), o Senado Federal escolheu o candidato Rodrigo Pacheco como o novo presidente da Casa para ocupar o cargo durante o biênio 2021-2022.

A votação ocorreu após três - Major Olimpio (PSL-SP), Lasier Martins (Pode-RS) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) - dos cinco candidatos na disputa retirarem suas candidaturas em apoio a Simone Tebet (MDB). Apesar disso, Pacheco foi eleito com 57 votos, enquanto que Tebet obteve 21.

Considerado favorito desde o início, Pacheco teve o apoio de 10 partidos, do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do chefe de Estado, Jair Bolsonaro, e de outras legendas de oposição, como o PT, o PDT e a Rede.

A eleição do senador do DEM é uma vitória também de Alcolumbre, que atuou como o principal cabo eleitoral de Pacheco desde o fim do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou as chances de reeleição.

Já Tebet, por sua vez, foi lançada pelo MDB e depois abandonada pelo próprio partido, que passou a negociar com Pacheco. Ela, no entanto, decidiu manter a candidatura e apostar em votos de dissidentes para tentar se eleger.

"Não haverá nenhum tipo de influência externa capaz de influenciar a vontade livre e autônoma dos senadores. A busca do consenso haverá de ser uma tônica, mas temos instrumentos fortes da democracia para extrair uma conclusão", afirmou Pacheco em discurso antes da votação.

Com 81 parlamentares, o plenário do Senado registrou apenas 78 votos, já que o senador Chico Rodrigues está licenciado do mandado e os senadores Jacques Wagner (PT-BA) e Jarbas Vasconcellos (MDB-PE) não compareceram por motivos médicos.

Com 44 anos, o senador por Minas Gerais será o presidente do Senado, e do Congresso Nacional, pelos próximos dois anos e terá que encarar uma série de desafios. Formado em Direito, ele prometeu agir com independência em relação ao Planalto e fez um discurso de pacificação.

"Vamos criar uma sociedade justa e livre, livre de preconceitos e discriminações de qualquer tipo. Atuar em saúde pública, desenvolvimento social e crescimento econômico", afirmou após o resultado final.

Pouco tempo depois da votação, Bolsonaro parabenizou Pacheco em uma publicação no Twitter. "Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22", publicou.

Já o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, ressaltou que acompanhou "o desenrolar de um processo legítimo e democrático". "É com base nesses princípios que seguiremos articulando em busca do desenvolvimento do nosso país!", disse.

 

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