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Ricardo Vasconcelos alerta para riscos à saúde relacionados a pombos e exige pagamento de emendas em Aracaju

Ricardo Vasconcelos: visão sensata em relação ao não pagamento das emendas

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, PSD, levantou uma série de temas relacionados à gestão aracajuana, com destaque para os riscos à saúde pública associados à presença de muitos pombos na capital, mas também se queixou do atraso no pagamento de emendas parlamentares. Ricardo fez isso em discurso na manhã da terça-feira, 5, durante sessão na Câmara.

O parlamentar chamou atenção para os problemas causados pelas fezes das aves, que podem transmitir doenças quando ressecadas e inaladas. Ele afirmou que, embora defenda a pauta ambiental, é preciso equilibrar a proteção dos animais com a segurança da população.

“Sou defensor do meio ambiente, mas também precisamos proteger o povo. Existe um risco real de doenças transmitidas pelas fezes dos pombos, e isso precisa ser tratado com responsabilidade pública”, afirmou.

O vereador também demonstrou preocupação com o acúmulo de areia na região da foz do canal da avenida Beira-Mar, no bairro 13 de Julho. Segundo ele, o local apresenta altos sinais de assoreamento, mesmo com ações frequentes de dragagem realizadas pela Prefeitura.

“Hoje já se vê praticamente uma duna se formando ali. A máquina vai, retira a areia, mas no outro dia está tudo de volta. Isso gera gasto contínuo de dinheiro público sem resolver a situação”, disse.

Ricardo Vasconcelos pediu que a gestão municipal, por meio das secretarias responsáveis, avalie a área com mais profundidade para identificar possíveis falhas no processo.

PAGAMENTO DE EMENDAS - Outro ponto central do discurso do presidente do Legislativo foi a cobrança pelo pagamento das emendas impositivas apresentadas pelos vereadores aracajuanos.

Ricardo afirmou que apenas cerca de 30% dos valores previstos foram pagos até o momento, o que, segundo ele, tem prejudicado diretamente instituições que dependem desses recursos.

Entre os exemplos citados, estão organizações sociais, projetos esportivos e entidades assistenciais que, de acordo com o parlamentar, já enfrentam dificuldades para manter suas atividades.

“Essas emendas têm força de lei. Não são favores, são direitos do Parlamento. E quem não cumpre, pode responder por isso”, declarou.

O vereador também criticou o que classificou como “pagamento seletivo” e afirmou que, caso a situação não seja resolvida, a Câmara poderá rever sua postura em relação a projetos do Executivo. “Se o Parlamento não é respeitado, vamos ter que adotar outra postura. A relação precisa ser equilibrada”, disse Ricardo.

Apesar das críticas, ele afirmou acreditar que a prefeita Emília Corrêa não compactua com a situação e defendeu um diálogo mais transparente entre os poderes.

“Não gosto de conversa de bastidor. Esse debate precisa ser público. Estamos falando de recursos que atendem diretamente a população”, disse o parlamentar.