
Atos ocorrerão na manhã do dia 1° de maio
O dia 1° de maio é sempre palco de expor as causas, os problemas, as conquistas e as insatisfações da classe trabalhadora no Brasil e em Sergipe não é diferente.
Na capital sergipana, a Marcha da Classe Trabalhadora será liderada pela Central Única dos Trabalhadores – CUT -, pela União Geral dos Trabalhadores – UGT -, pela Central Sindical e Popular – CSP Conlutas -, pela Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB – e pela Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal do Estado de Sergipe - Fetam.
Segundo a secretária Geral da CUT-SE, Leila Angélica Oliveira, a união de diversos representantes da classe trabalhadora gira em torno das lutas e das reivindicações em prol de melhores condições de trabalho.
“Todas as centrais e sindicatos envolvidos têm o papel fundamental de mobilizar suas categorias de base para se unirem à pauta geral apresentada em nível nacional e estadual e trazerem também suas reivindicações locais”, diz Leila Angélica.
Em entrevista ao jornalista Magno Montte Joaquim, da Coluna Aparte, a secretária elencou as pautas e as manifestações que serão usadas nos atos desta sexta-feira, e comentou sobre a programação do dia do trabalhador.
MOBILIZAÇÃO - “As atividades serão unificadas e além dos sindicatos e centrais, diversos sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais, movimentos sociais, movimento estudantil, MST, partidos políticos e mandatos de esquerda estarão presentes”, diz a secretária.
Essa mobilização, segundo Leila Angélica, se estenderá por toda a manhã e movimentará centenas de adeptos pelas ruas de Aracaju. “Começaremos com uma caminhada que irá do Bairro 18 do Forte em Aracaju até a ponte do Bairro Industrial. Passaremos pela avenida Visconde de Maracaju, pela João Ribeiro e pela Avenida Confiança. Além disso, teremos uma atividade cultural no Armazém do Campo - Rua Zaqueu Brandão, 70, diz ela.
Leila Angélica: “Governo tem que assumir as medidas cabíveis sobre a Iguá”PAUTAS E INSATISFAÇÕES – O debate sobre o fim da escala 6x1 tem se tornado cada vez mais forte e já tramita dentro do Congresso Nacional. Nem por isso a mobilização sobre a causa tem sido menor, e o palco do 1° de maio é o momento mais que ideal para novas manifestações sobre o tema.
A secretária diz que esse será o tema principal das manifestações, mas salienta que pautas locais e de outras áreas também serão ampliadas pela classe trabalhadora. “São muitos os temas e todos são importantes”, diz ela.
“A defesa do fim da escala de trabalho 6x1 sem perda salarial é o ponto principal, mas o enfrentamento à violência contra mulher e ao feminicídio, a defesa da soberania do Brasil e de seu povo, a denúncia permanente do caos com a privatização da Deso e o descaso do Governo e da Iguá com certeza estarão nas pautas das nossas manifestações”, diz Leila Angélica.
A secretária-Geral da CUT-SE explica que o foco principal do tema escala 6x1 é pressionar o Congresso Nacional para que as modificações sejam aprovadas sem prejuízos para a classe trabalhadora. “O Congresso tem que aprovar a escala 5x2 com a garantia de salários sem redução para as pessoas terem vida além do trabalho e possam viver dignamente”, diz Leila.
“O mercado internacional já adotou essa escala e comprova que não se tem crise econômica oriunda disso. Ao contrário, melhora e estimula o mercado de produção e de consumo, e além de melhorar a qualidade de vida do trabalhador e da trabalhadora. Portanto, é possível e viável”, diz ela.
No âmbito estadual, a grande insatisfação tem sido a Iguá e, segundo Leila Angélica, as sucessivas mazelas que a nova empresa vem causando aos sergipanos e sobretudo aos mais necessitados. “É imperativo que o Governo assuma as medidas cabíveis, e urgentemente resolva a questão da ausência de água nas torneiras da população, onde as contas não param de chegar com valores absurdos. Esse caos é fruto da privatização promovida pelo governo que cantou vitória com essa ação e sabia que era um caos anunciado diante do cenário já visto em outros lugares”, diz a secretária.
Marcha do Trabalhador: centrais sindicais, partidos e políticos da esquerda estarão presentes“Em relação à violência contra mulheres, é inadmissível que não se invistam em políticas públicas que garantam a segurança e a proteção. Precisa se ter assegurada a ampla participação ativa e ocupação de espaços de trabalho”, diz Leila Angélica sobre a pauta que busca enfrentar melhor a violência contra a mulher.
Para a secretária, o 1° de maio de 2026 tem tudo para ser mais um momento histórico e emblemático na luta dos direitos dos trabalhadores de Sergipe e do Brasil. “Por tudo isso e pautas de reivindicação das próprias categorias, a classe trabalhadora se junta no 1° de maio para levar às ruas sua luta e sua bravura”, diz ela. Confira a programação completa dos atos do dia do trabalhador:
Marcha da Classe Trabalhadora de Sergipe
Horário: 8h da manhã
Local: Praça José Andrade Góis, no Bairro 18 do Forte, em Aracaju
Ato Político Cultural
Horário: 12h
Local: Armazém do Campo, na Rua Zaqueu Brandão, Nº 70, Bairro São José, Aracaju
Atrações Culturais: Samba do Arnesto, Quioco Cabriolar e John Moreno.








