
Ex-prefeito lembra lei sancionada em sua gestão que reconhece templo como patrimônio histórico, cultural e religioso
O ex-prefeito de Estância e ex-deputado estadual Gilson Andrade criticou a decisão judicial que determina a mudança de local da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, situada na Praia do Saco. A manifestação ocorreu após sua participação, no último domingo, em um ato simbólico de mobilização popular em defesa da permanência do templo.
Durante a visita, o ex-prefeito destacou o valor histórico e simbólico da igreja para o povo sergipano. “Isso aqui não é só pedra e cal. É patrimônio cultural, é fé, é história do nosso povo sergipano”, afirmou, ao comentar a decisão que prevê a derrubada da estrutura, que, segundo ele, resiste há cerca de quatro séculos.
Gilson Andrade também classificou a medida como um risco à preservação da memória coletiva. “Derrubar a Igreja da Boa Viagem é tentar apagar a memória de gerações”, disse. Ele ressaltou ainda a importância da mobilização popular. “Foi um ato de soma de forças, de mobilização contra essa decisão”, completou.
O ex-prefeito lembrou que, durante sua gestão, sancionou a lei municipal nº 1.937/2017, que declara a igreja como patrimônio histórico, cultural e religioso de Estância. A legislação reconhece oficialmente o valor do templo, reforçando o entendimento de que o espaço possui relevância que vai além de sua estrutura física.
A decisão judicial tem provocado reação de lideranças políticas, moradores e frequentadores da região, reacendendo o debate sobre a preservação de patrimônios históricos diante de determinações legais. O caso segue mobilizando diferentes setores da sociedade sergipana.



















